quinta-feira, abril 30, 2009

Maria Adelaide na Universidade Lusófona

A Primavera vai e volta, misturada com um Verão fora de horas. Viva o sol. O tempo, esse, foge-me entre os poros, e deixa um ligeirissimo travo de remorso, que sacudo. Tanta coisa para fazer, tanta coisa para escrever.
A sessão na Faculdade de Psicologia da Lusófona foi excelente. Bom ver tantos rostos jovens, atentos, curiosos, interessados. Boas perguntas, pertinentes intervenções. Se Maria Adelaide Coelho, nos tempos em que estava enclausurada no Conde de Ferreira, pudesse adivinhar o que o professor Carlos Poaires iria chamar aos cientistas que a interditaram, um clarão de puro gozo inundar-lhe-ia o rosto marcado de tanta dor: «Doidos são vocês!» Disse ela. Carlos Poiares, porém, foi muito mais longe ao analisar os actos médicos subscritos por Júlio de Matos, Egas Moniz e Sobral Cid. Sem meias palavras, nem falinhas mansas, chamou os bois pelos nomes. Que me desculpem os animais.
Monique Rutler, realizadora de cinema, contou coisas de um destes clínicos -- que soube de fonte segura na terra de onde o ilustre fora natural -- que me coibo de reproduzir. Registo, com satisfação, a oportunidade de termos voltado a ver Solo de Violino. Para os alunos da Universidade Lusófona, porém, o seu filme de 1992 foi, ali, estreia absoluta.
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