quarta-feira, dezembro 07, 2011

eu sei que eu vou-te amar

por toda a minha vida e para além da vida de nós dois mesmo que me esqueça de ti mesmo que não te recordes de mim porque amar é na sua essência uma plenitude feita de abraços de luz e a luz comunga a mesma existência essencial no aqui agora da eternidade.

Disse ela.

Ele abanou a cabeça incrédulo e maravilhado. Perdera o sentido da frase aí por volta da sétima palavra, mas deixara-se, como de costume, embalar na cabala fonética das suas lengalengas. Respirou fundo, e tocou-lhe a face com a boca e respirou pela boca dela até os dois ficarem sem ar. Então percebeu que ela aguardava uma resposta e murmurou também te amo, na luz e na forma e no desejo. Quero-te tanto. Tanto.

Disse ele.

Depois percebeu que estava a acordar e segurou-lhe na mão. Depressa. Diz-me onde te posso encontrar. E quando. E como saberei que és tu.

Disse ela.

Mas nessa altura percebeu que estava só. Tinha acordado. Mais uma vez.
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