quarta-feira, julho 25, 2012

Portugal a arder a arder a arder

Publiquei este desabafo no FB e que gostava que chegasse lá onde os generais estão perdidos nos seus labirintos. 
Vamos definir inimigo. Vamos equacionar ataque. E depois pensar em defesa. Podemos até meter o vocábulo «pátria» à mistura para enfatizar bem o tema. Pergunta: a partir de que momento é licito esperar que as nossas supostas forças de defesa nos defendam? Porque nós sustentamos um corpo militar excessivo, que está nos quartéis a limpar armas e a arrancar ervinhas das paradas, e a jogar às cartas enquanto a PÁTRIA ARDE. Têm todo o equipamento para enfrentar a tragédia, e homens na flor da vida, que nada fazem. Porque a sua sublime missão é prepararem-se para uma guerra de guerrilhas, nas nossas florestas (ahahahaha, quais? por este andar é melhor mudarem os jogos de guerra) se a Espanha nos invadir.
Mas como é o fogo, que se lixe a pátria. Eu, se fosse do Estado Maior, morria de vergonha de me apresentar em público inchada como um peru com o peito estufado de medalhas, e a consciencia de NADA ter feito para defender o meu país ameaçado pela catástrofe. Morria, juro. Mas se calhar somos feitos de massa diferente. (MG).
A fotografia é do mural de Filipa Roxa, juntamente com o seutestemunho. A Filipa é um Soldado da Paz, os verdeiros e únicos heróis. Para seguir o link:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3466544308496&set=a.1268307273944.2035027.1417691969&type=1&theater

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