segunda-feira, outubro 07, 2013

Matar o tempo

Por vezes resolvemos que temos de «matar tempo». Raras vezes, ou nunca, reflectimos sobre como o tempo nos vai matar a nós. Tanta curso, tanta conversa, tanto organigrama sobre gestão económica, quase sempre ficcionada, e tão pouco sobre o tempo que temos e que não sabemos nunca a quanto monta. É por isso que fico muito incomodada quando me pedem «um minutinho da sua atenção» que é sempre mais do que isso, ou quando me ligam para casa a pedir o mesmo, como se a minha vida, mesmo em fraçõezinhas, não valesse nada. E contudo, gastar tempo em ócio é das melhores coisas que podemos conceder-nos. É aliás uma obrigação porque o ócio é sempre tempo de qualidade. Para brincar, olhar, conversar, comer, beber, divertirmo-nos com os nossos amores e com os nossos amigos que são também amores nossos. E até com gente que não conhecemos de lado nenhum. Ou em muy rica solidão, de preferência junto de árvores e com os pés na terra. A pensar em muita coisa. A pensar em nada.


[retirado dos meus pensamentos matinais que costumo colocar no Facebook]
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