terça-feira, dezembro 29, 2015

Obrigada! Ou cenas de uma candidatura presidencial

OBRIGADA

João Paulo Oliveira e Costa, Manuela Gonzaga, Sofia Mantero de Magalhães, Isabel Valadão

 Obrigada


Até aparecer o PAN – o único partido onde jamais me filiei; e onde, consequentemente, aceitei lugares de decisão que implicam a minha energia, o meu amor e o que definimos como «tempos livres», eu era substancialmente mais… livre.

Livre no sentido de não me sentir moralmente «obrigada» a envolver-me tanto nas causas que, depois, vim a tornar minhas. E de não me sentir «obrigada» a viver em consonância com princípios e as éticas que já defendia de forma esporádica, mas que passei depois a defender de corpo presente.

Livre de me escusar com o tempo, que afinal é sempre a desculpa ideal para a falta de vontade, sem participar realmente na mudança, na confortável ilusão de pensar que «fazia o que podia».

E era tão pouco. E é tão pouco.

De modo que, e no final desta discreta, intensa e apaixonante corrida ao mais alto magistério da Nação, que encerrou porque não conseguimos reunir e validar todas as assinaturas necessárias à sua concretização, estou grata ao PAN porque me desafiou a ir além dos meus limites, dos meus medos e inseguranças. Na verdade, ao ter-me confiado esse pequeno, mas tão grande «fardo»; e ao tornar-me portadora do conteúdo programático do nosso ideário, pude agregar muito mais gente ao nosso caminhar. Pessoas a quem me sinto agora muito ligada. Amigos de há muitos anos e desconhecidos com quem estabeleci laços de amizade fraterna, colocaram a sua sabedoria, energia, e vontade de ajudar ao serviço dos nossos ideais. Porque acreditaram na mensagem de que sou portadora, no Partido que represento, e, em última análise, em mim. Ser-lhes-ei para sempre muitíssimo grata.

Estivemos em locais tão díspares como a Cova da Moura e o Grémio Literário; nos quartéis de muitas corporações de bombeiros, Soldados da Paz, anónimos heróis cujo lema é Vida por Vida; em lares de terceira idade e centros de acolhimento de crianças com dificuldades múltiplas; em associações culturais e abrigos para animais abandonados; em casas de desconhecidos e desconhecidas que nos receberam como se fossemos amigos de sempre, partilhando connosco as suas lutas pela tão ameaçada causa ambiental. E pelas ruas e caminhos do nosso Portugal tratado como «menor»… logo menos acarinhado e tantas vezes esquecido…

Essa soma de apoios, neste território onde nos movemos, a base da pirâmide de uma sociedade formidavelmente injusta, é um tesouro com o qual todos viremos a ganhar. E assim, durante estes meses, quase tudo se relativizou. Até o medo. Até a insegurança. Até a sensação de impotência, tão dolorosa de sentir, quando, ao querer colocar a minha voz ao serviço dos que não têm VOZ, fui muitas vezes ignorada. Até ter descoberto que isso não me importava. E essa descoberta fez-me entender, até às entranhas, o que significa verdadeiramente a LIBERDADE INCONDICIONAL que me serviu de lema de campanha, e que é, desde que me recordo, o farol longínquo que guia o meu caminhar.

Assim sendo, o que terminou foi apenas o nosso projecto da Campanha Presidencial. Há muito mais para fazer e todos fazemos falta. Estou aqui. Estamos aqui. Todos juntos. Há muito trabalho a fazer. Pelo bem de tudo e de todos. 


Manuela Gonzaga

Manuela Gonzaga e João Paulo Oliveira e Costa
Lançamento de candidatura, Universidade Nova de Lisboa


Pelo distrito da Guarda visitámos detalhadamente várias corporações de Bombeiros e alguns instituições de solidariedade, como a CERCIG - Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados


Visita ao parque Parque Biológico de Gaia -  uma instituição modelar, com o seu director Nuno Gomes de Oliveira, na foto, e Bebiana Cunha,  Clara Lemos, PAN Porto e eu. Porque a educação ambiental é um processo de cativação e envolvimento do cidadão na resolução dos problemas ambientais que afligem a Humanidade; e porque uma boa maneira de começar esse processo é pela demonstração das contradições da grande cidade, e do que isso significa para cada um de nós em termos de qualidade de vida
Adicionar legenda

No Cantinho da Lili, imediações da Serra da Estrela, um projecto exemplar de solidariedade animal que resgata, cuida, abriga e reintegra animais em risco de vida 
Adicionar legenda
Com  João Fróis, um reencontro com sabor moçambicano dos tempos do jornalismo e das amizades que duram para além das muitas vidas da vida.
Reunião com Senhor Padre Lino Maia, Presidente da CNIS-Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Porto, Portugal
Com João Lázaro, presidente da direcção da APAV, Associação Portuguesa de Apoio à Vítima




Pelo Porto, visitámos instituições de referência, como o Parque Biológico de Gaia, a Associação Empresarial de Portugal, Bombeiros Voluntários do Porto e de Leça da Palmeira, realizámos uma oficina de escrita, tivemos encontros com filiados e apoiantes e não páramos! Aqui num almoço delicioso organizado pelo PAN Porto.

Visitámos também, detalhadamente, a Associação Recreativa e Cultural de Músicos em Faro,  instalada na antiga fábrica da cerveja inserida Vila-Adentro junto das muralhas do Castelo de Faro.
Armindo Silva, um dos fundadores, fala com paixão sobre a Associação Recreativa e Cultural de Músicos e o seu papel na comunidade. Em como sem grandes subsídios e apesar de muitas dificuldades conseguiu manter de pé este projeto, um trabalho de vida em prol da comunidade e dos "moços" que aqui encontram uma espécie de santuário de inclusão, um ponto de encontro interactivo e multicultural de referência, em Portugal e no estrangeiro.
A Elza Maria de Sousa Cunha, o Paulo Baptista foram inexcedíveis na organização e apoio pelo Algarve; A Teresa Couto Pinto, que coordenou outra das viagens, idem. A reportagem e mais imagens na pagina do PAN FARO. Almoço na Associação Recreativa e Cultural de Músicos em Faro. (com Manuela GonzagaTeresa Couto PintoPaulo Baptista e Maria Teresa S. Aleixo).
Enviar um comentário