quarta-feira, dezembro 14, 2011

A minha rainha

aproxima-se do fim do seu curto tempo de vida. Procuro acima de tudo ser-lhe fiel, seguindo-a por palácios ou casarões, caminhos de lama ou de pó, e entender tempos e modos que nos são tão estranhos. Nela admiro a fortaleza com que cumpre tarefas que nunca desejou para si, mesmo quando estas implicam o reforço da sua majestade, e o aumento desmedido do seu poder. Esse poder que ela nunca quis, mas que encara como uma obrigação. O que ela sempre quis, foi o marido a seu lado mas teve-o tão pouco tempo junto de si ela que o amava antes de o conhecer, e levou essa adoração para a tumba. Em essência, amar no século XVI não é diferente de amar noutro tempo qualquer.
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