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sábado, setembro 07, 2013

Velhos e velhas, os criminosos que o Estado persegue

Afinal há justiça. Muitos criminosos estão a ser perseguidos e punidos de forma exemplar por delitos muito graves. É fácil detectá-los. São velhos e velhas que vivem de reformas de miséria, no interior cada vez mais desertificado do País. Uns, pegam no excesso de ovos caseiros que as suas galinhas produzem e vendem-nos. Sem recibo. Outros fazem pão no forno comunal e vendem-nos. Sem recibo. Outros ainda, dedicam-se aos seus crimes de volta do fogão, fazendo bolos e vendendo-os aos pequenos cafés locais. Sem recibo. Este estado de coisas, graças ao empenho das autoridades, está a terminar. Vejam como tudo começou e como tudo acaba ao longo de um artigo fundamental de que citamos uma pequena parte.
Procura-se mulher perigosa, com reforma de miséria, que faz bolos em casa e os vende sem recibo

«É que, e ao contrário de Espanha, Portugal não negociou acordos especiais para quem tem pequenos negócios. As consequências: toda a produção em pequena escala - cafés, restaurantes, lojas e padarias que tornam este país atractivo - é de facto ilegal. Só existem duas hipóteses, ou legalizam o seu comércio tornando-se grandes produtores ou continuam como fugitivos ao fisco. Até agora e de certa forma, isto era aceitável em Portugal mas neste momento, parece que o governo descobriu os verdadeiros culpados da crise: o homem modesto e a mulher modesta como pecadores em matéria de impostos. Como resultado, as autoridades fecharam uma série de casas comerciais e mercados onde dantes eram escoadas os excedentes das parcas produções dos pequenos produtores e transformadores, que ganhavam algum dinheiro com isso, equilibrando a economia local.»

Para ler o artigo na íntegra: Leila Dregger, «SUBSISTÊNCIA É RESISTÊNCIA» em Transição e Permacultura Portugal

terça-feira, abril 17, 2012

Duas perguntas a Juan Carlos rei de Espanha

Senhor, o que sente quando tira a vida a um animal muito mais belo, muito mais inteligente e  infinitamente mais nobre do que vossa majestade?
Senhor, o que sente ao dilapidar recursos do seu país em crise económica tão grave, para se dedicar ao  exercício medonho e fútil de matar por prazer, cobardemente longe do inocente alvo, rodeado de segurança e sem dar ao opositor a mínima possibilidade de se defender?
dois monstros e um rei morto
O trágico episódio, no tempo da sua infância em Cascais, durante o qual morreu o seu irmão, poderia ter-lhe causado horror a armas. Qual o quê... :

algumas (de muitas) reacções:
Spaniards livid over King Juan Carlos's elephant hunt.                   
Una reflexión, Su Majestad
As críticas cercam o rei Juan Carlos
Uma pena o Rei de Espanha não ter partido a tromba

sexta-feira, abril 13, 2012

E Deus criou a Terra e Monsanto roubou-a e pôs-se a destrui-la

Num planeta assim, não vale a pena viver.
Num planeta assim, não é possivel viver.
Impossivel ignorar, enquanto ainda vamos a tempo de impedir.
Mas temos de ser TODOS. Repito: TODOS. Para impedirmos que nos roubem o ar que respiramos, a água que bebemos, a terra e suas sementes que a mais pavorosa das corporações nos está a roubar. País por país.

Por Daniel Deusdado, um artigo fundamental de que citamos:
A Monsanto é a mais importante empresa mundial produtora de transgénicos. Atrai os agricultores através de um marketing aliciador de melhores colheitas. Mas os alimentos obtidos a partir de sementes alteradas laboratorialmente, cujo ADN não é compreendido pelos organismos humano ou animal, arrastam interrogações que não compreendemos antecipadamente. Foi assim que se alimentaram herbívoros com rações à base de carne e se rompeu uma lei da natureza. Esta experiência foi um dos motivos apontados para o surto da doença das vacas loucas.
Para ler o resto: A ditadura chegou ao campo - JN

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Os crimes contra a inocência

têm de ter nova moldura penal. Uma petição está em curso - e a imprensa ficou alerta. É possivel mudar mentalidades? Sim. Mas é preciso começar por mudar e aplicar as leis. Até agora, a pedofilia é escondida debaixo do tapete, e quando chega à barra do tribunal, os juízes que nem se devem recordar que foram, uma vez, crianças, tratam com particular bonomia os predadores pedófilos. Esses que até Cristo dizia que deviam amarrar uma mó de moinho ao pescoço e atirarem-se ao mar (sim, procure nos Evangelhos... está lá.)

Penas para este horror? São mesmo penas. Tipo pluma. E quase sempre suspensas. Com admoestações ligeiras, e obrigatoriedade de passagem pela policia da zona. Ou então, gere-se o escândalo, quando as coisas chegam a este ponto, num tom de «isto é tudo uma brincadeira» e exige-se aos adultos que outrora foram crianças violadas, uma agenda «credível». Como as crianças de há 15 anos (depois prescreve, nao é verdade?) não tinham nem secretárias, nem agendas, diz-se que mentem, porque as datas das violações não coincidem com as datas dos supostos violadores. E o assunto fica arrumado.


O Público, ediçao de 10 de Fevereiro de 2012, traz noticia sobre a petição em curso. Um apelo: assinem, se estiverem de acordo.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Fim de testes quimicos em animais de laboratório!!!!

No mundo inteiro, há mais de cem milhões de animais enjaulados submetidos a testes e experiências, torturados e mortos. Agora a boa notícia: Humane Society International/Europe (HSI) conseguiu uma vitória histórica pela mudança consagrada na lei que irá salvar desse destino centenas de milhares de cães, coelhos e outros roedores, com a proibição de testes químicos, letais e terrivelmente dolorosos. Na Europa.

Estamos todos de parabéns. Mesmo os que acham que «animal» não vale o esforço destas campanhas. Vale sim. Valeu. É mais um passo gigantesco nas conquistas que valem realmente a pena.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Toda a felicidade é pouca para curar as feridas do mundo

Começo as manhãs, quase invariavelmente, a juntar a minha assinatura a petições várias. Pela libertação da mulher condenada à morte por lapidação num país islâmico. Pela libertação de animais em cativeiro, condenados a serem esfolados vivos para gente sem alma se sobrir com as suas peles estampadas de uivos de agonia. Para travar pedófilos. Salvar gorilas órfãos. Para acabar com os meninos soldados. Com o tráfico de órgãos. Com a escravatura humana. Com o extermínio de espécies animais, vegetais, pela gula de multinacionais acéfalas cujo fito é um apenas, o lucro a qualquer preço. Para defender países e suas populações. Para travar genocídios. E tanto mais.
Não tenho coragem de apagar essas mensagens que me chegam de instituições que vim a admirar pelos seus esforços incríveis, e que me (nos) dão regularmente conta dos seus resultados. Mas abrir o email é tropeçar nestas cruzadas e sentir-me tão impotente.
Uma assinatura, é quase só o que posso dar. Isso, e passar para o mural do FB com a esperança de que outras assinaturas se juntem às nossas. Ás vezes, muitas vezes, há vitórias. A soma de muitas centenas de milhares de vozes, trava processos, inflecte destinos, altera legislações. Gota a gota, assinatura a assinatura. Somos uma tribo de uma aldeia global. Não nos conhecemos. Temos pés na Terra, mas encontramos-nos a navegar por mundos virtuais. Aí, interferimos. Fazemos a diferença. E mesmo que não fizessemos, como ficar indiferente?
Mas dói. Dói sempre.
A consciência desta dor, não pode porém ensombrar a nossa alegria. Toda a felicidade é pouca para curar as feridas do mundo.
Aqui ficam alguns endereços que já entraram nos meus quotidianos: PETA: THE PETION SITE,
AVAAZ - THE WORLD IN ACTION

sexta-feira, março 11, 2011

O segredo da Islândia

Um país na bancarrota tomou os seus destinos na mão e resolveu os seus problemas. A breve história da Revolução Islandesa é alvo do silêncio total da imprensa do mundo todo. Como se passaram as coisas? Demissão em bloco de todo um governo inepto, nacionalizaçao da banda, referendo para que o povo decidisse sobre as medidas económicas transcendentes, prisão para os responsáveis da crise, reescritura da constituição aprovada pelas cidadãos.
Não admira que não se fale disso. Mas há quem rompa o bloqueio: http://www.facebook.com/notes/pedro-pozas-terrados/los-ciudadanos-de-islandia-dan-una-lecciÓn-al-mundo/10150117235782068

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Primas donas do mundo árabe

"As mil e uma noites de luxo" é o título de um artigo sobre "as rainhas e as primeiras damas do mundo árabe" que com a sua "beleza, ostentação" e protagonismo estão a provocar a "ira dos seus povos que vivem na pobreza". O texto, profusamente ilustrado como seria de esperar, é de António Rodrigues, e está na Flash nº 403, de 14 de Fevereiro, na rubrica "mundo investigação".
Conheço aquelas caras todas. Rania, Leila, Asma, Susana. Jordânia, Tunísia, Síria, Egipto. Rainhas umas, mulheres de presidente, outras. São deusas. São omnipresentes. Pavoneiam a felicidade olímpica e os seus sorrisos inextinguíveis pelo vasto territorio  da comunicação social global. Lindas, elegantes, riquíssimas. Têm, todas elas, no mundo a sua casa. Aliás, têm múltiplas casas no mundo todo. Também têm outras coisas em comum. Os maridos são os patrões de países onde a gente comum é muitíssimo desgraçada e onde a juventude sufoca na ausência de horizontesn e na erradicação da liberdade.
Porque estas belas criaturas pontificam em países onde os regimes políticos, ditatoriais, são apoiado por um poder militar esmagador. Pode-se morrer de fome pelas ruas destes "oásis", apodrecer nas cadeias por contestar a injustiça, mas o último grito em matéria de armamento existe com abundância obscena pelos quartéis.
É curioso, mas de certa forma gratificante, encontrar numa revista como a Flash um texto destes, abordando aspectos que seriam de esperar noutro tipo de publicação que não numa revista cor-de-rosa. Por exemplo: a quanto ascendem as fortunas destas primeiras damas? Quem eram, antes, estas criaturas? Onde gastam o dinheiro todo que têm? Onde o guardam? E ainda, como conseguiram a ultrajante riqueza que é fruto de trabalho algum excepto o de existir, porque os vasos comunicantes em países ditatoriais e ditos de terceiro-mundo (que existem também no primeiro mundo mas privilegiam mais assessores e gestores políticos), funcionam tipo um aspirador cirúrgico que suga, da base para o topo da pirâmide, quase toda a riqueza do produto interno bruto.
Como diz o André, as revistas light quando uma pessoa se aplica, têm muito que se lhes diga.

Nota: admito perfeitamente que este tipo de reportagem tenha sido matéria de muitos outros jornais. Só estou a dizer que não vi, mas também não sou grande leitora de muitos jornais actualmente.

domingo, março 21, 2010

Vamos Limpar Portugal

Sob esta designação, estamos perante uma das iniciatias mais extraordinárias que emergiu de um punhado de gente de boa vontade, inteligência e acção criadora. O projecto limpar Portugal surgiu de uma ideia oriunda da Estónia e foi levada a sério por um grupo de amigos - Nuno Mendes, Paulo Torres e Rui Marinho -, que decidiu fazer o mesmo em Portugal. Curiosamente, nenhum deles pertencia a qualquer associação ecologista.
Cem mil pessoas, de norte a sul do país, aderiram. E no dia 20 de Março a iniciativa, que cresceu de forma avassaladora e exponencial, varreu como uma onda lixeiras clandestinas, porcaria a eito. Empresas, politicos, associações diversas, escolas, o próprio exército!, ou muito simplesmente, a sociedade civil unida neste abraço, organizaram-se a meteram mão à obra.
E que obra! Num balanço final, os voluntários -- de todas as idades e das mais diversos extractos conómicos - tiraram qualquer coisa como 50 mil toneladas de lixo dos locais mais improváveis aos mais visiveis.

Definidas na reunião da Lousã, as suas linhas orientadoras são muito simples:
«1) O Projecto LimparPortugal tem como objectivo limpar as lixeiras ilegais existentes no espaço florestal de Portugal no dia 20 de Março de 2010.
2) O Projecto LimparPortugal é um movimento cívico de pessoas em regime de voluntariado.
3) O Projecto LimparPortugal não aceita doações em dinheiro.
4) O Projecto LimparPortugal aceita e agradece doações de bens e serviços que possam contribuir para a prossecussão do seu objectivo (ex: luvas, sacos de lixo, disponibilização de transportes e/ou máquinas de remoção, etc..).
5) Como única contrapartida, o Projecto LimparPortugal permitirá a todas as pessoas e instituições que contribuam para o objectivo do mesmo, a utilização do logotipo do Projecto LimparPortugal na sua comunicação institucional, com a indicação de "Apoia o Projecto LimparPortugal".

Deixamos aqui links para seguir o Movimento, aderir a ele se quiser, ou simplesmete congratular-se pelas suas realizações:
http://www.limparportugal.org/index.php?option=com_content&view=article&id=51&Itemid=59

Até 2013 indústrias deverão deixar de comprar carvão vegetal de mata nativa

Do mundo verde, boas notícias.
Aos que dizem «é pouco», ou «já vem tarde», ou pior ainda «não adianta porque não vai seguir ar a frente», respondo:
- Antes uma utopia que nos guie e inspire que pesadelos que nos sufocam.
- Todas as realidades, até a nossa, começaram por ser sonho.
- Pior do que nada fazer é tentar reprimir, com maus pensamentos, o trabalho de quem faz por bem.
- A realidade é, acima de tudo, aquilo que focarmos como tal.

Até 2013 indústrias deverão deixar de comprar carvão vegetal de mata nativa

terça-feira, fevereiro 02, 2010

«Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal»

Faço parte do grupo alargado dos que estremeçem só com a ideia de que os jornais, em papel, estão ameaçados de morte a curto ou médio prazo. E certo que muita da informação está já on-line. Mas o prazer do encontro palpável com o corpo da notícia, em trabalhos de referência, não é dispensável ou substituível. Nem pela net, onde já consumimos grande parte da informação disponível. Afinal, os dois suportes são complementares.
É como com os livros: sim, inevitavelmente sim, ao E-book, mas que isso não implique a abolição do objecto livro tout court. Guardo, dias a fio, semanas a fio, anos a fio, noticias, recortes, de imprensa. Pela força da sua mensagem, pela coragem da denúncia, ou por vezes apenas pela beleza formal dos textos. O último -- uma mistura de tudo isso -- foi a soberba entrevista que Ana Gerschenfelda fez a Christophe de Dejours, no Público de 1/02/2010, com o título:

"Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal"

Vale a pena ler tudo. É imprescindivel fazê-lo, acho. Afinal, afecta-nos a todos, o que se está a passar no «submundo» da gestão empresarial. Citando:
« Nos últimos anos, três ferramentas de gestão estiveram na base de uma transformação radical da maneira como trabalhamos: a avaliação individual do desempenho, a exigência de “qualidade total” e o outsourcing. O fenómeno gerou doenças mentais ligadas ao trabalho. Christophe Dejours, especialista na matéria, desmonta a espiral de solidão e de desespero que pode levar ao suicídio. Psiquiatra, psicanalista e professor no Conservatoire National des Arts et Métiers, em Paris, Christophe Dejours dirige ali o Laboratório de Psicologia do Trabalho e da Acção – uma das raras equipas no mundo que estuda a relação entre trabalho e doença mental. Esteve há dias em Lisboa, onde, de gravata amarela, cabeleira “à Beethoven” e olhos risonhos a espreitar por detrás de pequenos óculos de massa redondos, falou do sofrimento no trabalho. Não apenas do sofrimento enquanto gerador de patologias mentais ou de esgotamentos, mas sobretudo enquanto base para a realização pessoal. Não há “trabalho vivo” sem sofrimento, sem afecto, sem envolvimento pessoal, explicou. É o sofrimento que mobiliza a inteligência e guia a intuição no trabalho, que permite chegar à solução que se procura»

sábado, dezembro 19, 2009

Regresso aos Tempos do Sonho


Citando William R. Stimson :
«Avec nos rêves, nous possédons une arme qui peut renverser l’ordre établi en nous amenant à faire volte-face. Les plus grandes batailles de l’histoire se sont déroulées dans l’esprit de quelques hommes et femmes courageux. Tout le reste n’a été que vacarme et la répercussion extérieure de ces grands événements Explorer le rêve, au sens le plus profond, c’est être à l’avant-garde de la révolution qui touche à la conscience humaine»

Pelo décimo ano consecutivo, a organização ONIROS realiza a incubação de um sonho à escala panetária. Temas deste ano? «Regresso aos Tempos do Sonho» e «Pesadelo climático». A noite escolhida para o sonho planetário é a do solstício de Inverno, a noite mais longa do ano. Ou seja, a de 21 e 22 de Dezembro. As noites precedentes e seguintes são igualmente contadas a fim de se reunir o maior número de sonhos. Ou seja: começa esta noite.
So, guys, let's have a huge dream together!!

terça-feira, dezembro 01, 2009

Tornar a língua portuguesa um dos idiomas oficiais nas Nações Unidas

É o objectivo da petição que está a circular na Internet. Uma iniciativa que quer atingir às 20 mil assinaturas em todo o mundo e que não esquece os 250 milhões de falantes da língua de Camões.
Junte-se à iniciativa!
Petição quer tornar português um dos idiomas oficiais nas Nações Unidas