sábado, julho 02, 2016

António Variações - A Vida Depois da Morte


Ontem, no Jardim de Inverno do São Luiz, pelas 18.30, em torno do espectáculo encenado por Vicente Alves do Ó, recordámos António Variações e falámos sobre o espectáculo que ali tem estado a decorrer, com salas sucessivamente esgotadas. (Variações, de António)
Filomena Cautela apresentou os convidados, nós, e moderou muitíssimo bem a conversa que, por fim se alargou a diálogo com a assistência. Não fora a premência de um espectáculo prestes a começar, e o jantar que se impunha, teríamos estado ali, a conversar, a recordar, a vivê-lo muito mais tempo. Foi tão bom.


Presentes, Vicente Alves do Ó , realizador, cenógrafo, argumentista, dramaturgo, que concebeu, escreveu e dirigiu o maravilhoso espectáculo; o actor Sérgio Praia que dá vida, de forma sublime, ao nosso Variações; Lena d'Água, que o recordou em vários episódios e, que, por fim, nos electrizou a todos cantando-o; Ana Cardoso de Oliveira, psicóloga, que enquadrou o homem, a criança, o mito, na linguagem poderosa do símbolo...

Sérgio Praia, Vicente Alves do Ó
E eu, que o biografei, e que já estou a desenvolver outro projecto sobre ele, com Teresa Couto Pinto, autora da quase totalidade das imagens que circulam. Com fotografias inéditas, também assinadas por ela, a mostrar outro António. Era a semente de um projecto que o tempo já não lhe permitiu cumprir.

«As pessoas aproximam-se dele como se António Variações irradiasse luz e tivesse um íman. [...] Como se ele fosse de todos e de ninguém, uma espécie exótica, símbolo da lusitanidade, mas em carne viva e voz vibrante. Um português do Minho, de Lisboa, do Mundo. Um cosmopolita nosso, um embaixador das raízes do Portugal profundo e telúrico com uma alegria espampanante e assumida, enredada em dores, lonjuras, perplexidades… música. E terrivelmente desconcertante.» (texto da contracapa, em Manuela Gonzaga, António Variações - Entre Braga e Nova Iorque, Lisboa, Âncora, 2006).
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