quinta-feira, julho 24, 2008

Sunrise, Sunset

Is this the little girl I carried?
Is this the little boy at play?
I don't remember growing older
When did they?
When did she get to be a beauty?
When did he get to be so tall?
Wasn't it yesterday
When they were small?


As palavras desta canção que ouvi a primeira vez em UmViolino no Telhado, vieram-me tantas vezes à cabeça! E as lágrimas e os risos! Que carrossel, que montanha russa de emoções. Que alegria. Oh, meu Deus, como eles são lindos!!!

Love is a Many Splendored Thing

Bernardo & Marta, 21/12/08, Poland

quarta-feira, julho 23, 2008

Que saudades do velho Til! Ou maleficios dos Acordos ortográficos

[…] um colégio de meninas estabelecido na rua de Miguel Bombarda, 79, da cidade do Pôrto. Sito num belo local, instalado com higiene, confôrto e elegância, e orientado no seu ensino, pelas condições da moderna pedagogia, reúne êste colégio predicados […]
Ooooooooooh que saudades do til!!

Os "maleficios" do Acordo Ortográfico

O meu próximo livro, a biografia de uma mulher portuguesa da primeira metade do século passado, tem-me feito mergulhar em mil e um textos de diversa proveniência. Cartas, processos de tribunal, autos de interdição, artigos de jornais, livros publicados sobre o caso, etc. etc. Quando transcrevo algum desses documentos, o computador corrige automaticamente a grafia. Lisbôa por Lisboa, êle por ele, collega por colega, etc. etc. Para a prosa não ficar muito pesada, reduzo estas transcrições. Algumas, no entanto, constituem peças documentais, pelo que irei manter a sua grafia original em pequenos trechos. Exemplo:
"A doença do espírito desenvolveu-se no campo da affectividade e do instincto sexual, traduzindo-se pela inversão do sentimento e do affecto e pelo recrudescimento da vida sexual, como em diverso campo se poderia ter revelado arrastanto á pratica de outros actos que seriam egualmente de natureza pathologica"
Seriamos todos mais felizes se tivessemos continuado a escrever assim? A lingua estaria egualmente mais rica? O nosso affecto por ela seria maior? Hum.

quarta-feira, junho 04, 2008

O Galo de Barcelos no Canadá

Amo a Feitoria pelo que é e pelo que representa: uma embaixada do melhor que a nossa cultura popular produziu ao longo de séculos de história. Um serviço público, sem horário de trabalho, e executado por um privado. A última noticia merece destaque, e cito:
"A Casa Portuguesa de Montreal, no Canadá, encomendou à FEITORIA um Galo de Barcelos com 1 metro de altura para estar presente numa cerimónia em finais de Maio que se realizava naquela Associação.O Galo foi encomendado e enviado com todos os cuidados, mas apesar disso chegou com uma das peças partidas. Prontamente encomendamos uma outra peça de substituição que foi enviada novamente. Tudo isto levou semanas e o tempo começava a apertar. Depois de muitos emails trocados entre a FEITORIA e o representante da Associação tudo acabou em bem.
(Para ver o resto da noticia: http://feitoriaportuguesa.blogspot.com/)

terça-feira, junho 03, 2008

Green & Peace

Um dia hei-de contar a história do Green Man de Morningside Road, que já não mora ali porque entretanto ia para a Guatemala, e dali para não sei onde. Nunca fica mais de quatro anos em lugar nenhum, diz ele. Já viveu no Vietname, na Austrália, no Punjabe, num ilha do Japão cujo nome esqueci, e em mais uma porção de lugares que não consegui fixar e nem sei bem onde ficam. Quando chega a qualquer lado, diz ele, transforma a casa onde vive numa estufa que enche de plantas das mais desvairadas proveniências. Quando se vai embora oferece-as como quem oferece cães e gatos de estimação: a quem provar que as estima. Nas duas ou três horas em que chegamos a comunicar permitiram-me aceder ao Santo dos Santos da sua doméstica e exótica floresta tropical, um quarto humido e quente, camuflado entre armários e trepadeiras, onde, ao som de reggae e sob uma luz amarela doseada em horário cronometrado, cresciam uns viçosos pés de marijuana. "Erva como a minha não encontras facilmente. Estas folhas são abençoadas. Não há cá quimicos, nem porcarias. Devias provar" Declinei a prova. A última erva em que toquei foi um boi-cavalo angolano que me levou á desfilada em viagem que não vou esquecer, mas não quero repetir. Foi há muitos anos. Muitos anos mesmo. O Green Man não insistiu. Falámos mais um bom bocado, e depois ele passou-me o seu email e ofereceu-me uma linda ficus benjamina. Eu dei-a à Nora, porque não podia carregar com ela no avião.

segunda-feira, junho 02, 2008

Findhorn













There are places where reality seems so more real that there's nothing else to say, except for the feeling of being so waken all the time I was there even when I was sleeping. Thanks Paulo and Kate for taking me there, and thanks a lot Anne and Angus for the lovely welcoming. It was like home, everything seeming so powerfully familiar, the seaside, the yellow wild flowers, which in Portugal we called Tojo, the perfumed atmosphere, the easy going summer holydays like, and then memories I didn’t knew I have just came back and they still do. They're precious.
http://www.findhorn.org/index.php