domingo, junho 06, 2010

Baby blues, ou mais uma aventura do André terminada

Já sei o que está acontecer. O nome em inglês é mais bonito do que em português: baby blues. Acontece sempre que acabo um livro. Esta madrugada acordei e bingo!! Aí está a explicação para esta recente onda de nostalgia que os meus escassos posts ilustram minimamente. Tenho de acrescentar a estas manifestações, uma irritação latente (oh, que falta de paciência para quem não sabe ouvir!!), e uma necessidade enorme de estar sozinha. A remoer em coisa nenhuma, enquanto trato de arrumações e trocas de roupas, o Inverno a ceder o lugar ao Verão nos armários.
Pois é, acabei mais uma aventura do André. Andei a correr atrás deste puto durante os últimos quatro meses. Houve alturas em que pensei «e agora? Como é que ele se livra desta embrulhada toda?». Deitava-me, dormia, acordava e a solução lá estava. Contudo, por muito remota que fosse, a ideia de ter de «reescrever» a trama da história chegou a passar-me pela cabeça, de tal forna me parecia improvavel, por vezes, que o André (e todos os outros envolvidos na história) conseguissem chegar a bom porto.
E agora, acabou. Quero dizer, a parte da escrita. Começa outra. Um livro tem muito que se lhe diga.

sábado, junho 05, 2010

Andorinha


Não foi uma época feliz. Estava, uma vez mais, em trânsito. Num porto de abrigo. No Porto. A canção habitou esses longuíssimos dias, que agora, revendo o calendário, pouco mais foram do que uma Primavera e um Verão. Houve muito sol e bastante calor durante o exílio. Alguns ombros amigos. Pequenos, grandes reencontros.
E andorinhas.
O tempo assentou dores e poeiras, e esculpiu as memórias, escavando-as até ao recorte álgido de umas antiquíssimas paredes de granito, emolduradas por limoeiros e laranjeiras, com o Douro em frente.

quarta-feira, junho 02, 2010

Bishop says Hell was invented by the Church Video

Bishop says Hell was invented by the Church Video.
Curioso, partindo do núcleo duro. Em todo o caso, e tal como em relação ao Purgatório, é historicamente possível, e humanamente muito esclarecedor, traçar a génese do conceito, e a sua evolução ao longo dos milénios. A geografia é vector a tomar em linha de conta. E, obviamente, as migrações.
O facto é que o «inferno» tem mudado muito conforme as épocas e as instituições políticas e sociais que o enquadram.

segunda-feira, maio 31, 2010

Já sei porque te foste embora

No mundo que percorro na tua ausência, encontro muitas vezes a marca dos teus passos de quando atravessavas dias resplandecentes como quem cruza ondas de incerta luz, o corpo gotejante a sair do mar do tempo.
Depois vieram as sombras.
Os silêncios.
As ausências.
O braço que empunhava a lança, perdeu o alento e passou a apontar o pó dos caminhos, sempre enredados e tão iguais. Também costumavas referir o barco encalhado numa praia do Sul, as velas rasgadas numa longuíssima tempestade. Mas o teu corpo moreno e gasto não era da natureza daqueles que jazem, abandonados pela areia à espera de correntes que os prendam ou dissolvam.
Nesses tempos, falavas de uma Viagem que perdera o encanto breve. E usavas a palavra saudade para falar de outras coisas.
Mas o que sei é que te foste embora porque não eras de cá. Tu, e todos os Estrangeiros, sabem muito bem do que falo.
Por isso nos reconhecemos desde a primeira hora. Também gostavas de dizer que o nosso fora um encontro agendado num rodapé da eternidade. Mas dessas coisas eu nada sei.

Alhandra, a greve de 8 e 9 de Maio de 1944

Já está publicado e distribuído o Boletim Cultural Cira (Maio 2010). Vila Franca de Xira, Alhandra, Calhandriz e Vialonga são as freguesias abordadas nesta publicação ao nível histórico, social e patrimonial. Com o arqueólogo Rui Gomes Coelho assino «Alhandra, a greve de 8 e 9 de Maio de 1944», (pp. 177-200).
Este é autor de um outro trabalho, muito interessante: «Telhais -- uma abordagem aos fabricos de cerâminica de construção em Alhandra (séculos XVIII-XX)», (pp. 83-106).
A belíssima capa é de autoria de Ivone Ralha, e o Boletim, cuja edição cuidada e qualidade dos artigos é de sublinhar, é uma edição do Pelouro da Cultura, Museu Municipal, da Câmara de Vila Franca de Xira.

quinta-feira, maio 20, 2010

António Variações em Silves

Sábado, pelas 18 horas, vou estar em Silves a recordar António Variações. O convite para integrar esta tertúçia partiu da Câmara Municipal e integra-se no contexto do Ciclo musical PERSONA, que ao longo deste ano já levou aquela cidade as figuras de SCHUMANN, CHOPIN, JOSÉ AFONSO e CAETANO VELOSO.
A sessão, informal e participada, começa às 18 horas. O link remete para mais detalhes e outras presenças.

quinta-feira, maio 13, 2010

Terceira aventura de André quase concluída

Estou na última etapa da terceira aventura do André. Há uma semana que ando de roda de único um capítulo, e estou tão cansada como se estivesse a fazer uma maratona. O raio da televisão não serve de contraponto, tão útil nestas alturas. É só papa, e mais papa e papa o tempo todo. Três canais mais um, a noticiar a visita 'segundo a segundo', comentando-a ad nauseam. Ratzinguer overdose. Não havia necessidade, bolas, por muito genético que seja o catolicismo português (outra expressão repetida até às últimas consequências).
Pausa.
Estou tão próximo de acabar mais um livro. Mas os minutos e as horas pesam como chumbo nesta ultima etapa em que a trama converge para o seu ponto fulcral.

Entretanto, sexta e sábado vou estar na Feira do Livro. No pavilhão da Bertrand dia 14, pelas 18 horas; no dia 15 pelas 18 horas na Oficina do Livro/Leya.