quarta-feira, maio 28, 2008

O baptizado da Martinha

"Esta é a luz de Jesus. O corpo é só um começo. Mas o que eu sinto no meu coração, já não é um começo, o que eu sinto é muito forte e poderoso. Pois já estou no mundo de Deus!
Esta é a recordação do meu Baptizado e 1ª Comunhão. Obrigada por terem participado.
Marta , 22/05/8"
E assim várias pessoas de vários locais - Lisboa, Cascais, Vidigueira, Bari/Itália, - convergiram para a pequena Igreja em Gaia, e depois para o restaurante sobre o Douro, com jardins molhados da chuva miuda e teimosa. Alguns de nós ainda nem se conheciam pessoalmente. Outros não se viam há anos. Mas a reunião familiar, que juntou portugueses, noruegueses, um holandês e uma russa, foi um êxito. A Martinha, minha sobrinha neta, estava radiante. Aqui ficam o postal que desenhou, com o texto sublime que ela própria escreveu sobre o significado do seu baptismo.

domingo, maio 25, 2008

Água Diamante

Foi o último presente da Mozzaic. Numa garrafa de litro e meio de água do Luso, vazia, deitou uma pequena porção de água que trouxe do Reino Unido: "Agora acrescenta outra água, pode ser da torneira, até encher. Esperas duas horas e ficas com a tua própria água de diamante. É muito bom".
- Para quê? - perguntei. Nunca tinha ouvido falar de semelhante tal.
- Para tudo. Ah, tens de esperar duas horas até estar pronta. Guarda a garrafa, por exemplo no teu escritório, para não se confundir com outras. O ideal é fazeres isto numa garrafa de vidro. Podes por um letreiro com as tuas intenções.
-?
- Ooh, o que quiseres. A água é dinâmica e absorve a energia das intenções e potencializa-as.
- Aaahh.
- Outra coisa. Deves oferecer esta água às pessoas de quem gostas. É um catalizador da mudança de consciência global.
Depois acrescentou água à sua propria garrafa que estava a ficar vazia e deixou-me o link de um dos sites onde estas coisas da água estão explicadas.
Eu tenho estado a beber daquilo.
Mas entretanto lembrei-me da Coisa, o alienígena que partilhou o espaço da nossa casa na Travessa de Noronha. Crescia desmesuradamente, exalava um cheiro a ácido acéptico, e era alimentada a colherinhas de vinagre açucarado. Tinha filhos. Um dia falo disso.
http://www.pmt-portugal.com/Downloads/agua_diamante.pdf

sábado, maio 17, 2008

quarta-feira, abril 23, 2008

Finalmente esperança para o Zimbabwe?

Apesar do agravemento da crise tremenda que assola o país desde as eleições, um extraordinário movimento de solidariedade emergiu na África do Sul e está a incendiar a região. Tudo começou quando os estivadores dos portos sul-africanos com o apoio explícito do seu sindicato, se recusaram a tocar num carregamento de armas chinesas destinadas ao Zimbabwe. Agora, sob a pressão crescente dos media, e sob o olhar do mundo inteiro, a China começa a hesitar. É possivel até que considere voltar a atrás com este envio, recolhendo as armas. Neste contexto, um pequeno gesto pode fazer diferença. Assinar a petição abaixo, por exemplo:

Click below to sign a petition to keep arms away from Zimbabwe. The petition will be launched at a press conference in Johannesburg before the end of this week, and used to lobby key leaders until the crisis ends. Join the call now: http://www.avaaz.org/en/no_arms_for_zimbabwe/5.php/?cl=78908395

terça-feira, abril 22, 2008

"Uncle Mark takes good care of us"

Eu sentia-me mais ou menos como a "mãe Natal" com sacos cheios de compras do supermercado aqui perto. Cheguei a casa e pus-me a arrumar frutas, legumes, queijos, etc., não antes sem ter feito, previamente, uma faxina ao nosso laboratório alimentar. Depois chegaram o André e o Eduardo. São os flatmates do Paulo. Também traziam sacos de supermercado. Primeiro puseram-nos em cima da mesa da cozinha, e depois começaram a arrumar no frigorifico um luxo de comidas. Embalagens de hamburguers de borrego, com o saquinhos de molho de hortelã; salmão da Noruega fumado e arenque escocês; lasanhas várias, vegetarianas inclusivé. Finalmente, até o exagero de emblagens de saladas prontas a servir, "mediterrenean style" com o respectivo molho: tomate cereja, cebola em tiras, pimentos amarelos e vermelhos em cubos e rodelas de cougettes. Também tinham trazido humus, uma emblagem média, e um grande bolo de chocolate recheado, na sua caixa de cartão. "Ena, ena, temos festa" -- disse eu, porque não me ocorreu mais nada. "Ah, pois temos." -- disseram eles. Tinham manchas de tinta azul nas mãos.
São estudantes, trabalham, e juntam dinheiro durante meses que gastam em viagens ao Afeganistão, à Índia, à Austrália. "Estas compras custaram um dinheirão!?" -- custava-me a crer, do que conheço deles e dos seus objectivos. Riram-se: "Oh, não! O Tio Mark toma muito bem conta de nós."
"É alguém que deva conhecer?" -- perguntei. Não sabia que tinham familia na Escócia.
"Não é muito aconselhável" -- eles ainda estavam a rir, enquanto ligavam o forno para gratinar as lasanhas -- "é elitista e faz-se pagar muito bem".
Como estava a ajudá-los percebi que as minhas mãos também tinham ficado um bocado manchadas de azul. E então fez-se luz. O "Tio" mora a dois passos aqui de casa. E todos os dias manda para o contentor as embalagens que ultrapassaram a data de validade. Aos iogurtes até os manda furar. Mas as embalagens de comida processada, de resto hermeticamente fechadas, recebem em bloco uma tinta que mal salpica a maior parte delas. Por acaso sai bem com água e sabão.
No "Tio" Mark é tudo muito bom, muito fresco, e a preços elevados, até ir para o lixo. Na verdade, a coisa não está muito facilitada -- o Paulo disse que ás vezes é preciso saltar o muro e tudo -- mas compensa. Por vezes apanham lagosta, com a respectiva maionese. Na semana passada havia peito de pato laminado, e outras coisas muito chiques, pelo que não sendo uma rotina, não deixa de ser um hábito ir espreitar os acessos aos contentores do "Tio" Mark.
O jantar estava muito bom.

domingo, abril 20, 2008

Morningside Road

A chuva ficou por Lisboa. O tempo por aqui tem estado esplêndido. Mas há sempre uma pausa para passear no hiperespaço e encontrar os amigos que andam por aí, para lá do tempo e da distância. A internet é um instrumento maravilhoso a maior parte das vezes e para a maior parte de nós. De modo que continuo a estar com a Xana, aRita, o Rui, a Benedetta. E com a Marta, evidentemente, mas com ela é mesmo mais o telefone. E com o D., que não usa, não suporta nem tem telemóvel, não usa nem quer saber como se usa a internet para lá do serviço de email e da pesquisa muito especifica, mas que está acessível do outro lado dos telefones fixos, graças a Deus.