quarta-feira, junho 04, 2008

O Galo de Barcelos no Canadá

Amo a Feitoria pelo que é e pelo que representa: uma embaixada do melhor que a nossa cultura popular produziu ao longo de séculos de história. Um serviço público, sem horário de trabalho, e executado por um privado. A última noticia merece destaque, e cito:
"A Casa Portuguesa de Montreal, no Canadá, encomendou à FEITORIA um Galo de Barcelos com 1 metro de altura para estar presente numa cerimónia em finais de Maio que se realizava naquela Associação.O Galo foi encomendado e enviado com todos os cuidados, mas apesar disso chegou com uma das peças partidas. Prontamente encomendamos uma outra peça de substituição que foi enviada novamente. Tudo isto levou semanas e o tempo começava a apertar. Depois de muitos emails trocados entre a FEITORIA e o representante da Associação tudo acabou em bem.
(Para ver o resto da noticia: http://feitoriaportuguesa.blogspot.com/)

terça-feira, junho 03, 2008

Green & Peace

Um dia hei-de contar a história do Green Man de Morningside Road, que já não mora ali porque entretanto ia para a Guatemala, e dali para não sei onde. Nunca fica mais de quatro anos em lugar nenhum, diz ele. Já viveu no Vietname, na Austrália, no Punjabe, num ilha do Japão cujo nome esqueci, e em mais uma porção de lugares que não consegui fixar e nem sei bem onde ficam. Quando chega a qualquer lado, diz ele, transforma a casa onde vive numa estufa que enche de plantas das mais desvairadas proveniências. Quando se vai embora oferece-as como quem oferece cães e gatos de estimação: a quem provar que as estima. Nas duas ou três horas em que chegamos a comunicar permitiram-me aceder ao Santo dos Santos da sua doméstica e exótica floresta tropical, um quarto humido e quente, camuflado entre armários e trepadeiras, onde, ao som de reggae e sob uma luz amarela doseada em horário cronometrado, cresciam uns viçosos pés de marijuana. "Erva como a minha não encontras facilmente. Estas folhas são abençoadas. Não há cá quimicos, nem porcarias. Devias provar" Declinei a prova. A última erva em que toquei foi um boi-cavalo angolano que me levou á desfilada em viagem que não vou esquecer, mas não quero repetir. Foi há muitos anos. Muitos anos mesmo. O Green Man não insistiu. Falámos mais um bom bocado, e depois ele passou-me o seu email e ofereceu-me uma linda ficus benjamina. Eu dei-a à Nora, porque não podia carregar com ela no avião.

segunda-feira, junho 02, 2008

Findhorn













There are places where reality seems so more real that there's nothing else to say, except for the feeling of being so waken all the time I was there even when I was sleeping. Thanks Paulo and Kate for taking me there, and thanks a lot Anne and Angus for the lovely welcoming. It was like home, everything seeming so powerfully familiar, the seaside, the yellow wild flowers, which in Portugal we called Tojo, the perfumed atmosphere, the easy going summer holydays like, and then memories I didn’t knew I have just came back and they still do. They're precious.
http://www.findhorn.org/index.php

quarta-feira, maio 28, 2008

O baptizado da Martinha

"Esta é a luz de Jesus. O corpo é só um começo. Mas o que eu sinto no meu coração, já não é um começo, o que eu sinto é muito forte e poderoso. Pois já estou no mundo de Deus!
Esta é a recordação do meu Baptizado e 1ª Comunhão. Obrigada por terem participado.
Marta , 22/05/8"
E assim várias pessoas de vários locais - Lisboa, Cascais, Vidigueira, Bari/Itália, - convergiram para a pequena Igreja em Gaia, e depois para o restaurante sobre o Douro, com jardins molhados da chuva miuda e teimosa. Alguns de nós ainda nem se conheciam pessoalmente. Outros não se viam há anos. Mas a reunião familiar, que juntou portugueses, noruegueses, um holandês e uma russa, foi um êxito. A Martinha, minha sobrinha neta, estava radiante. Aqui ficam o postal que desenhou, com o texto sublime que ela própria escreveu sobre o significado do seu baptismo.

domingo, maio 25, 2008

Água Diamante

Foi o último presente da Mozzaic. Numa garrafa de litro e meio de água do Luso, vazia, deitou uma pequena porção de água que trouxe do Reino Unido: "Agora acrescenta outra água, pode ser da torneira, até encher. Esperas duas horas e ficas com a tua própria água de diamante. É muito bom".
- Para quê? - perguntei. Nunca tinha ouvido falar de semelhante tal.
- Para tudo. Ah, tens de esperar duas horas até estar pronta. Guarda a garrafa, por exemplo no teu escritório, para não se confundir com outras. O ideal é fazeres isto numa garrafa de vidro. Podes por um letreiro com as tuas intenções.
-?
- Ooh, o que quiseres. A água é dinâmica e absorve a energia das intenções e potencializa-as.
- Aaahh.
- Outra coisa. Deves oferecer esta água às pessoas de quem gostas. É um catalizador da mudança de consciência global.
Depois acrescentou água à sua propria garrafa que estava a ficar vazia e deixou-me o link de um dos sites onde estas coisas da água estão explicadas.
Eu tenho estado a beber daquilo.
Mas entretanto lembrei-me da Coisa, o alienígena que partilhou o espaço da nossa casa na Travessa de Noronha. Crescia desmesuradamente, exalava um cheiro a ácido acéptico, e era alimentada a colherinhas de vinagre açucarado. Tinha filhos. Um dia falo disso.
http://www.pmt-portugal.com/Downloads/agua_diamante.pdf

sábado, maio 17, 2008