terça-feira, janeiro 17, 2012

no meu coraçao há mundos paralelos

e eu amo pessoas que nunca vi. Gente que não é do meu espaço-tempo e nem sabe o amor que lhe tenho. Como poderia contar as suas vidas se não fosse assim? Amo mesmo os que detesto, porque incomodam ou desgostam ou traem os outros de quem me ocupo, mas são parte do seu todo. Para mim, ainda vivem, nessas narrativas que de outra forma seriam vazias de densidade e tão limitadas na sua geografia de acção e emoção e conteúdos.

Amo pessoas que vi uma vez só e nem lhes conheço o nome ou se o soube, esqueci-me dele. Homens e mulheres que reconheci à primeira vista, no fulgor do olhar que trocámos e nos breves diálogos que a memória, mesmo quando falha detalhes, eterniza na essência.

Amo sempre para sempre a quem amo, e desse Amor retiro pretéritos sejam eles perfeitos ou imperfeitos.

Amo o amor mesmo quando me esqueço de que esse é o caminho. E depois tu vens e lembras-me como é. Tu lembras-me sempre como é. Por pensamentos e por palavras que são obras de secreto labor.
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