quinta-feira, dezembro 27, 2012

Memórias in «Degustar Palavras»

O convite partiu de Samuel Pimenta -- um dos oito premiados do Prémio Jovens Criadores 2012 na vertente de Literatura --, que organiza regularmente no Zazou - Bazar & Café tertúlias literárias que estão a converter-se numa referência.
Hoje, dia 27 de Dezembro, quinta-feira, pelas 21h30, lá estarei portanto. O mote é-me particularmente querido. Memórias. 
Que histórias irão surgir? Ainda nem eu própria sei. A informalidade destes encontros apelam ao melhor da nossa expontaneidade e à partilha com todos os presentes a quem o contributo é também solicitado e sempre bem acolhido. 






As imagens do evento, infelizmente sem o som das palavras, nem o riso ou as palmas, ou o cheiro delicioso dos petiscos, aqui ficam para dar uma ideia do que ali se passa.
 https://www.facebook.com/events/200957100028879/

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Love you, adoro-te e tudo e tudo

Gosto de ti. Amo-te. A sério? Amo-te muito. Adoro-te. A sério? Então porque é que nunca o dizes? Ah porque eu sou mesmo assim. As palavras entalam-se-me no peito e quando chegam às cordas vocais embrulham-se no ar que respiro, e então respiro muito fundo, mesmo muito fundo como quem está quase a afogar-se, e depois quando vou à procura delas, das palavras, fugiram e só me ocorrem coisas parvas. Ah, e então dizes que não dizes porque não vale a pena dizer o que dizes que eu já sei que ias dizer. É isso? Com muito menos vocabulário, é mesmo assim. Oh, que merda, assim sendo não te vais declarar nunca, é isso? Para quê? Se tu sabes e eu sei e ambos sabemos que ambos sabemos?

Ela pensou e pensou, e finalmente encolheu os ombros e ia responder qualquer coisa, mas as palavras morreram-lhe na boca porque ele as afogou de beijos. Foi a declaração de amor mais intensa que ela recebeu em toda a vida. Mas naquela altura era jovem demais para ter a noção disso. Em todo o caso, os dois ficaram juntos, mais ainda do que já estavam. Ficaram juntos para sempre.

Ou então sou eu a imaginar felizes desenvolvimentos para finais menos felizes, Mas que importa. Naquele tempo amavam-se totalmente, e sobre amores assim, o tempo não tem poder, embora o espaço possa determinar outras soluções menos idílicas.

É a vida.

terça-feira, dezembro 18, 2012

terça-feira, dezembro 11, 2012

Os grandes rios são tão pequenos à nascente

Éramos poucos? Se calhar, sim. Um bom punhado de gente, que desfilou em nome da defesa de direitos que, para alguns, ainda são muito risíveis, ou muito absurdos, ou profundamente inconvenientes. O PAN, Partido pelos Animais e pela Natureza, juntou as duas comemorações, Dia Internacional dos Direitos Humanos, e Dia Internacional dos Direitos dos Animais, com uma marcha que começou no Rossio e, subindo pelo Chiado se concentrou no Largo do Camões. O apelo, na multiplicidade de vectores, foi um só. Fim da violência contra pessoas, animais e natureza. E foram várias e muito importantes as causas invocadas.

Éramos poucos? Talvez cinquenta, sessenta, em presença. Mas este é um apelo que toca muitíssimos mais de modo que, em pensamentos e de coração, estava ali uma grande multidão.

É por isso que gosto tanto do PAN, que, mais do que um partido, é um Inteiro. Sou amiga, há várias reencarnações nesta mesma vida, do seu fundador e líder, Paulo Borges. Acompanhei de longe o nascimento deste ideal que se concretizou no projecto politico que não pára de crescer. E o PAN, apesar da minha reduzida utilidade, solicita-me para estas e outras acções, quanto mais não seja para estar de corpo presente. Sempre que posso, vou e estou. Como ontem, em que tive o privilégio de ouvir e aplaudir Teresa Nogueira, Carlos Teixeira e Inês Real. E Paulo Borges. Cada um deles empenhado, nomeadamente, na defesa dos «Direitos Humanos», na «Situação Ambiental e Ecológica», e nos «Direitos dos Animais».Partilho o vídeo, para que as suas mensagens tão inspiradoras e prementes possan ser vistos por muitos mais.

Pessoalmente, tento fazer destas bandeiras uma causa minha, no quotidiano. E por fim, a olhar o grupo diante da estátua, disse qualquer coisa como: «É que não somos poucos. Somos imensos. Há 20 anos, em Portugal, era impossível juntar um grupo destes, tão grande e tão empenhado, nem sequer nas nossas casas. Há dez anos, muito dificilmente somaríamos, em público, mais de meia dúzia. Hoje, em Portugal, pelo PAN ou por outras forças do mesmo sentido, há já muita gente a dar a cara.

Quando nascem, os rios, mesmo os maiores rios do mundo, são tão pequenos.



domingo, dezembro 02, 2012

Boas Notícias - Tempo dos Milagres: O "Importantómetro"

 A minha crónica habitual no nosso Boas Noticias, de que deixo um extracto:

 «Ela estava inconsolável e desesperada. Por causa daquela inimiga, a única inimiga da sua vida, viver tornara-se um pesadelo.
- Ela bate-te?
- Claro que não, se batesse era mais fácil porque eu batia-lhe também. Mas diz mal de mim às minhas amigas, e ficam todas a rir quando eu passo. E diz mal de mim aos rapazes e eles ficam muito sérios a olhar para mim, quando eu passo. Eu odeio ir à escola. Eu odeio a Maria José. A minha vida é um pesadelo.»

Para ler o resto: Boas Notícias - Tempo dos Milagres: O "Importantómetro"