domingo, junho 14, 2009

Recordar António Variações


Passaram 25 anos desde que António Variações se foi embora, na madrugada de um dia de Santo António, a cidade em festa.
Ontem, 13 de Junho, em vários programas incluindo o telejornal, a RTP evocou esta figura incontornável do imaginário português.
O jornal I e a Time Out também recordaram António.
André Murraças, criador, assinou uma intervenção singular, em
Braço de Prata, no espaço da Ler Devagar. Chama-se «Experiência Variações».
Outros projectos se desenham já num horizonte não muito distante. É extraordinária a vitalidade deste ícone, a provar que na verdade há «vida» para além da morte.
http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Antonio-Variacoes-morreu-ha-25-anos.rtp&headline=20&visual=9&tm=4&article=226034
crédito imagem: ©Teresa Couto Pinto

quinta-feira, junho 11, 2009

Lourenço Marques, Matola

«Tombe la neige» http://www.youtube.com/watch?v=7A9xWYZD55U
Aos 13 anos apaixonei-me ao som desta música piegas. Foi num baile de garagem, na Matola, durante um fim-de-semana grande em casa dos pais da minha grande amiga Ana Paula. Estava interna no colégio D. António Barroso, Lourenço Marques, a fazer o antigo 3º ano do liceu. Em Vila Cabral, onde vivíamos quando chegamos da metrópole, o ensino só ia até ao primeiro ciclo.
Ainda me lembro do nome dele. António Henrique.
Dançávamos absolutamente sós, fora do tempo e noutro espaço, como nos contos de fadas, só que em vez de nuvens cor-de-rosa à nossa volta, havia paredes de cimento cobertas com girlandas de luzes românticas e cartazes de grupos na moda. Por exemplo, Beatles.
Eu num colégio de freiras, e o meu amor à solta num país tropical. A nossa história não tinha futuro.
«Tombe la neige», e um calor de rachar.

terça-feira, junho 09, 2009

Biografia de António Variações


António Variações, Entre Braga e Nova Iorque, a biografia do cantor de Amares, foi publicada em 2006, teve várias edições, e está, neste momento, praticamente esgotada. Para todos os que me têm contactado a esse respeito, uma indicação. O livro está (ainda) à venda, pelo menos, na TomTom Shop, Rua do Século nº 4 A, Lisboa, 1200-435. Fazem-se envios à cobrança. Telefone:21.3479733.
Entretanto, e a não perder ABSOLUTAMENTE, Experiência Variações, do criador André Murraças, com a produtora Cassefaz, um espectáculo que tem como base a vida e obra do músico e cantor. Trata-se de uma singular instalação performativa, a decorrer em Braço de Prata, homenagem a António Variações (1984-2009).

terça-feira, junho 02, 2009

Entrevista à revista Máxima

A Laura Luzes Torres entrevistou-me e o Pedro Bethencourt assina a fotografia. O resultado, com o título «Coragem de Mulher» saíu na edição de Junho da revista.
Eis o link:
http://www.maxima.pt/0609/mc/100.shtml

quinta-feira, maio 28, 2009

Entrevista a Rádio Clube Português com participaçao de Carlos Poiares

Depois de uma semana praticamente sem me conseguir levantar da cama (raio de altura para ficar doente), levanto-me para ir ao Rádio Clube Português dar uma entrevista ao programa «Minuto a Minuto». Um pouco zonza e contra a vontade da família que acha que ainda não estou em condições de voltar às lides, lá fui eu.
Boa surpresa: o professor Carlos Poiares, director da Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona, junta-se a nós, por telefone, no directo.
Aqui fica o link para o programa:
http://195.23.58.155:8080/streamradio/2009/05/WMS_RM_FILTER/25275082.mp3
Entretanto amanhã vou à Praça da Alegria, RTP, Porto, com Maria Elisa Seara Cardoso Perez, que conheceu Maria Adelaide Coelho quando tinha 15 anos, em casa dos seus pais. Será um excelente testemunho, sem dúvida.
No sábado estou na Feira do Livro do Porto, a partir das 17 horas.

sábado, maio 16, 2009

E por falar em Feira do Livro

Amanhã, Domingo 17 de Maio, pelas 17 horas, vou estar na zona da Bertrand. Amigos, conhecidos, desconhecidos, são todos muito bemvindos.

Presentes da Feira do Livro

Há oito dias, Domingo tantos do tal, Feira do Livro, com Carlos Poiares. Uma palestra, portanto. Com meia duzia de pessoas, e a Feira às moscas. Chuva, frio, vento. Livros. O Carlos Poiares é professor catedrádico, na Lusófona, onde dirige o departamento de Psicologia, dando aulas no mesmo curso. Ao ouvi-lo dissertar sobre o «caso clinico» de Maria Adelaide, e os meandros secretos da saúde mental, e seus avatares, tive vontade de ser aluna dele. E disse-lhe, recebendo de imediato autorizaçao para assistir às suas aulas.
Na verdade, as histórias que evocou eram exemplares. Referências a tomar em consideração: o pavilhão dos «loucos políticos» no Júlio de Matos, tutelado pela polícia secreta, ou melhor, pelo regime. Aliviavam-se as estatisticas dos presos politicos, com uma mão cheia de loucos, também eles lúcidos, cuja loucura era ter voz e ideais, noção pungente de justiça e injustiça. Coragem.
No final, duas senhoras vieram ter connosco. Uma delas, Ana Paula, trazia a biografia de Maria Adelaide, que estava a ler. «Viemos de Sintra, com este tempo, para a conhecer, e pedir-lhe que assinasse este livro. Sigo o seu percurso desde os Jardins Secretos de Lisboa. Sou de História, e imagino o trabalho que envolveu fazer esta biografia.»
Disse outras coisas que não vou reproduzir, mas deixo aqui a nota: estas palavras, esta persença, encheram-me de alegria. Num mundo onde é sempre muito mais fácil censurar, criticar, ignorar, recebermos este tipo de dádiva, generosa e anónima, é um tesouro.