segunda-feira, agosto 23, 2010
The true is out there? Ufos, aliens, e etc.
Irresistível partilhar esta informação num blogue que se passeia pela irrrealidade quotidiana. Ou não fizessem «eles» parte também do nosso imaginário. Ou será antes «da nossa realidade»?
Citando:
«The pressure has finally got the American Government coming clean about if we are alone or not. The answer is no, we are not alone. Aliens are among us today. Some species look like us. So, all these objects I've viewed & taken video & photos are actually alien spaceships. Amazing but true. UK Government came true about UFO's, now it's time for the US Government.»
quinta-feira, agosto 19, 2010
Amor!! Juro-te, amor!!
Há muito tempo que não ouvia ninguém gritar assim. Com uma paixão na voz, um desespero na alma e um vozeirão capaz de espantar o trânsito. Espantou-me, pelo menos, a mim. Parei. A um quarteirão da Biblioteca Nacional, interrompi o sprint automático que me leva à frescura tão amável daquela casa, para ver a quem pertenciam aqueles gritos. «Amor! Achas? Eu juro-te! achas que eu era capaz amor, a ti? nunca, nunca nunca nunca. Amor!»
O corpo chegou muito depois da voz e o homem parecia um torpedo a rasgar o espaço claríssimo do dia à minha frente, a gritar sempre as mesmas coisas, sobrepondo os seus argumentos às acusações que saiam pelo auricular do telemóvel. Era alto, era forte, era moreno e não via ninguém. Atravessou a rua sem ver os carros que, felizmente e por ser Agosto, se espaçavam preguiçosamente pela avenida. O discurso foi, enquanto o ouvi, sempre o mesmo, amor juro eu nao te fazia uma coisas dessas juro amor amor juro.
Tive de fazer um esforço para não ir atrás para ouvir o resto do monólogo. Venceu a princesa cujos destinos ando a investigar. Não por ser mais interessante, que o é sem sombra de dúvida, mas porque a BN vai fechar portas não tarde nada, e há muita coisa que ainda preciso de descobrir a respeito dela. Outros lamentos, outros gritos, outras alegrias e esplendores. Breve destino.
O corpo chegou muito depois da voz e o homem parecia um torpedo a rasgar o espaço claríssimo do dia à minha frente, a gritar sempre as mesmas coisas, sobrepondo os seus argumentos às acusações que saiam pelo auricular do telemóvel. Era alto, era forte, era moreno e não via ninguém. Atravessou a rua sem ver os carros que, felizmente e por ser Agosto, se espaçavam preguiçosamente pela avenida. O discurso foi, enquanto o ouvi, sempre o mesmo, amor juro eu nao te fazia uma coisas dessas juro amor amor juro.
Tive de fazer um esforço para não ir atrás para ouvir o resto do monólogo. Venceu a princesa cujos destinos ando a investigar. Não por ser mais interessante, que o é sem sombra de dúvida, mas porque a BN vai fechar portas não tarde nada, e há muita coisa que ainda preciso de descobrir a respeito dela. Outros lamentos, outros gritos, outras alegrias e esplendores. Breve destino.
terça-feira, agosto 17, 2010
Nós, os Tugas
A propósito de tudo quanto corre mal em Portugal, e são muitas coisas, de certo, é recorrente insultar-se o povo que somos. Não são os de fora. É auto-insulto: nós -- os TUGAS, dizem ou escrevem os próprios tugas -- somos nojentos, incompetentes, broncos, imbecis, retardados, ejaculadores precoces, com menos cromossomas que macacos rhesus. Por causa do trânsito, das falta de leis ou da sua inoperância, da qualidade do vinho, das moscas no Verão, e por aí fora. Circunscrevendo problemas e questões de peso, que merecem e precisam de ser equacionadas, ou nem isso. Simplesmente, e pelo insulto, acrescentando o problema. As palavras não são inócuas. O verbo é uma natureza e essa natureza é uma força tremenda. Em todos os sentidos.
É tão estranho. É como se quem insulta fosse imune à chicotada verbal que desfere no próprio grupo... É uma doença terrível. É o síndrome da criança mal amada e espancada (mental e fisicamente) que antes de ser insultada já se está a insultar a si própria. Todos nós já ouvimos ou conhecemos casos assim. É pungente ouvir uma criança a repetir com ar muito calmo: «ah, eu não faço nada bem. Sou um desastrado.» Ou, «Sou mesmo estúpido», ou «porco», ou, ou. Por detrás desta afirmação negativa, qualquer psicólogo ou psiquiatra o dirá de caras, está um imprint brutal causado no seio da própria familia.
Acontece que por motivos, provavelmente históricos (eu tenho essa convicçao profunda) nós passamos a vida a fazê-lo a propósito de tudo o que corre mal. Nenhum outro povo do mundo o faz. Tenho perguntado a muita gente de muitos países diferentes. A reacção é pela estranheza. O conceito nem é conhecido.
Proponho um exercicio de auto-análise: vejamos a quantidade de vezes em que, por exemplo, no Facebook, pessoas altamente diferenciadas, o fazem. Os outros países fizeram algo de muito bom? Nós nao! Somos os tugas estúpidos. Perdemos um jogo de futubol tendo chegado quase aos primeiros lugares num campeonato? Somos uma pátria em risco de vida porque nós, os tugas impotentes, até no futubol somos uma merda. Há cães abandonados nas férias? Culpa dos tugas (nós todos, portanto) que somos um nojo de cidadãos. Como se o abandono de animais, uma praga horrível, fosse um probloema especifico do nosso país. Matamos nas estradas? Somos tugas assassinos. Os outros não. É só auréolas e asas pelas estradas do mundo nao tuga. Por acaso quando chegam as leis e as multas, somos tugas otários: temos polícias gananciosos. Redes de emails em catadupa avisam os pontos em que é preciso tomar atenção. Vá lá, nesse aspecto, somos tugas solidários.
Então e que chamar à maioria? Que se solidariza com causas, que guia com cuidado, que percebe e cultiva a cidadania? Ah, esses serão os que podem insultar os outros chamando-lhes «tugas» isto e aquilo?
Temos outras armas na mão, muito mais eficazes do que a auto-mutilação em grupo. Por favor, para nosso bem, ganhemos um pouco mais de auto-estima.
É tão estranho. É como se quem insulta fosse imune à chicotada verbal que desfere no próprio grupo... É uma doença terrível. É o síndrome da criança mal amada e espancada (mental e fisicamente) que antes de ser insultada já se está a insultar a si própria. Todos nós já ouvimos ou conhecemos casos assim. É pungente ouvir uma criança a repetir com ar muito calmo: «ah, eu não faço nada bem. Sou um desastrado.» Ou, «Sou mesmo estúpido», ou «porco», ou, ou. Por detrás desta afirmação negativa, qualquer psicólogo ou psiquiatra o dirá de caras, está um imprint brutal causado no seio da própria familia.
Acontece que por motivos, provavelmente históricos (eu tenho essa convicçao profunda) nós passamos a vida a fazê-lo a propósito de tudo o que corre mal. Nenhum outro povo do mundo o faz. Tenho perguntado a muita gente de muitos países diferentes. A reacção é pela estranheza. O conceito nem é conhecido.
Proponho um exercicio de auto-análise: vejamos a quantidade de vezes em que, por exemplo, no Facebook, pessoas altamente diferenciadas, o fazem. Os outros países fizeram algo de muito bom? Nós nao! Somos os tugas estúpidos. Perdemos um jogo de futubol tendo chegado quase aos primeiros lugares num campeonato? Somos uma pátria em risco de vida porque nós, os tugas impotentes, até no futubol somos uma merda. Há cães abandonados nas férias? Culpa dos tugas (nós todos, portanto) que somos um nojo de cidadãos. Como se o abandono de animais, uma praga horrível, fosse um probloema especifico do nosso país. Matamos nas estradas? Somos tugas assassinos. Os outros não. É só auréolas e asas pelas estradas do mundo nao tuga. Por acaso quando chegam as leis e as multas, somos tugas otários: temos polícias gananciosos. Redes de emails em catadupa avisam os pontos em que é preciso tomar atenção. Vá lá, nesse aspecto, somos tugas solidários.
Então e que chamar à maioria? Que se solidariza com causas, que guia com cuidado, que percebe e cultiva a cidadania? Ah, esses serão os que podem insultar os outros chamando-lhes «tugas» isto e aquilo?
Temos outras armas na mão, muito mais eficazes do que a auto-mutilação em grupo. Por favor, para nosso bem, ganhemos um pouco mais de auto-estima.
sábado, agosto 14, 2010
O meu coração tornou-se capaz de assumir todas as formas
«My heart has become capable of every form: it is a pasture for gazelles and a convent for Christian monks,
And a temple for idols, and the pilgrim's Ka'ba, and the tables of the Tora and the book of the Koran.
I follow the religion of Love, whichever way his camels take. My religion and my faith is the true religion.
We have a pattern in Bishr, the lover of Hind and her sister, and in Qays and Lubna, and in Mayya and Ghaylan.»
by Muhyiddin Ibn 'Arabi (1165-1240)
And a temple for idols, and the pilgrim's Ka'ba, and the tables of the Tora and the book of the Koran.
I follow the religion of Love, whichever way his camels take. My religion and my faith is the true religion.
We have a pattern in Bishr, the lover of Hind and her sister, and in Qays and Lubna, and in Mayya and Ghaylan.»
by Muhyiddin Ibn 'Arabi (1165-1240)
quinta-feira, agosto 12, 2010
Judiaria de Salzedas, take 2
quarta-feira, agosto 11, 2010
Somewhere over the rainbow
Algures, depois de não sei quantas montanhas, e numa das extremidades de um arco-iris qualquer, ela espera por nós. Como um pote de ouro com sabor a recompensa. A felicidade. Ora são ideias como estas que contribuem para nos tornar profundamente infelizes. Para começar a felicidade não vem em pacotes, como os detergentes. Além disso, a tal «felicidade» que muitos amargamente imaginam que só bate à porta dos outros, nem sequer existe enquanto tal. Existem momentos de alegria, preciosíssimos. Realizações pessoais, raras vezes fruto de acaso, e conseguidas com muito labor e não poucas dificuldades. Uma rede de afectos. Interesses que nos mantém vivos. Onde mora a felicidade para nós, viventes? Não faço a menor ideia. Acho que não mora. Se há vida há morte, se há alegria, há tristeza. E aqui, sim, podemos falar em «pacote». É que vem tudo misturado. Mesmo assim, tenho a convicção profunda que somos muito mais co-autores do nosso destino - seja lá o que for que isso signifique - do que suas desamparadas vítimas. Pelo menos, foi esta convicção que me manteve de pé, ou à tona de água, em alturas particularmente dificeis da minha vida. E é essa mesma convicçao que encontro nos viajantes mais alegres e mais generosos com que me cruzo nesta vida. Alguns vi carregarem dores escondidas, que os arranharam até às entranhas, com um sorriso que lhes nasce no fundo da alma.
Talvez um dia consiga saber melhor como dizer tudo isto. Quando perceber exactamente do que se trata.
Créditos imagem: http://rumahyahud.files.wordpress.com/2008/04/somewhereovertherainbow.jpg
Talvez um dia consiga saber melhor como dizer tudo isto. Quando perceber exactamente do que se trata.
Créditos imagem: http://rumahyahud.files.wordpress.com/2008/04/somewhereovertherainbow.jpg
quarta-feira, agosto 04, 2010
Judiaria de Salzedas
Subscrever:
Comentários (Atom)

