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sexta-feira, dezembro 02, 2016

Efemérides - há um ano eu era (pré)candidata às Presidenciais

Durante quase dois anos -- a entrega à política activa foi muito grande -- não tive espaço mental para a literatura. Por fim, dei um pequeno contributo muito pessoal às Causas que me norteiam. O PAN precisava de um deputado (pelo menos!!) no Parlamento. Só para começar. Mas entretanto, era necessário romper as barreiras mentais que reduziam um partido de grandes causas a uma associação de «tontos e tontas» ao serviço de «cãezinhos e gatinhos». Ainda por cima, com uma dolorosa rotura interna recente. Basicamente, com uma imprensa muito distraída, era assim que nos viam. O trabalho, imenso!, feito nas fileiras e nas rectaguardas, quase sem meios, era desconhecido. Logo desvalorizado e reduzido a estereótipos. 

Todos, no ainda tão pequeno partido, tivemos que dar o máximo em tempo, modos, disponibilidades. E demos. A prova está aí - no Parlamento há uma Voz como nunca se tinha ouvido. Agora, longe e perto, recordo com orgulho, confesso, este pequeno passo, tão gigantesco para as minhas possibilidades. Aterrador, sim. Mas estimulante. Recordo também com uma imensa gratidão o que vi, ouvi, conheci e aprendi. E as pessoas maravilhosas que estiveram connosco, apoiando-me, apoiando-nos com entusiasmo. 

Tudo começou, publicamente, em Agosto de 2015 e terminou a 21 de Dezembro do mesmo ano. Com muitas viagens pelo país fora. Meios reduzidíssimos. Empenho total. E muita alegria. O que me moveu e move?Dar Voz a quem não a tem. Olhar a economia com outros olhos, transformando-a numa ferramenta ao serviço das pessoas, de modo a que todos juntos possamos cortar o ciclo de escravatura económica para o qual estamos a ser arrastados. Todos, sem dó nem piedade, sem fronteiras nem barreiras. Não tenhamos ilusões.  



Hoje, um ano depois desta entrevista, onde abordo as razões desta minha candidatura apoiada pelo PAN, Pessoas, Animais, Natureza,  a minha vida é novamente tão outra. Dois livros a caminho, outro na cabeça à espera de vez para ser escrito, e mais em fila de espera. E Causas, muitas, e sempre. Se todos fizermos a nossa pequeníssima parte, o mundo muda e de que maneira.

Grata, sempre. Muito. 



segunda-feira, dezembro 21, 2015

“Sou a candidata da base da pirâmide”

Extracto da minha última entrevista ao semanário Expresso, edição de 19/12/2015. Texto Alexandra Simões de Abreu Foto José Caria:

«Apoiada pelo PAN, Manuela Gonzaga diz que o seu maior adversário é a ignorância, que a economia não pode ser a única prioridade da política e que a língua portuguesa é o nosso último reduto. Otimista, acredita que os interesses do país vão ser mais fortes do que os interesses político-partidários e, por isso, viu com bons olhos o acordo da esquerda.

Porque se candidata?
Por uma questão de cidadania. Para mim também foi surpreendente. Sou uma intelectual, uma historiadora, uma escritora, fui jornalista toda a vida. Nunca pensei em política porque nunca me identifiquei com nenhuma proposta política, até as considerava bastante maçadoras. Até que quando o PAN surgiu senti que podia ajudar. De repente tinha um enquadramento e isso dá uma grande segurança. P

Porque é que os portugueses devem votar em si?
Porque a liberdade incondicional, o meu lema, é o maior desígnio de qualquer ser humano e é esse despertar que proponho. Estamos demasiado manipulados e adormecidos para perceber que a nossa liberdade é bastante condicionada.

Tendo em conta os candidatos que se perfilam, com qual ou quais sente maior afinidade?
Sinto-me muito em sintonia com Paulo Morais na denúncia da corrupção por uma sociedade com mais transparência e mais justa; com Marisa Matias na denúncia das injustiças sociais mais gritantes e com Marcelo pelo contacto de proximidade com os cidadãos. Na minha campanha, com meios imensamente menores, pretendo dar voz a quem não a tem, idosos, crianças, precários, desempregados, e denunciar desigualdades. Ou seja, acredito que a política deve ter novos rostos, para pensarem e fazerem diferente e que a economia não pode ser a única prioridade. Serei a provedora dos cidadãos.

Já tem as assinaturas necessárias? 
Pensamos ter o processo completo muito em breve. Temos as dificuldades de uma máquina pequena que vive de voluntariado, mas esta é uma candidatura para avançar, com uma campanha cara a cara, sem canetas ou T-shirts para oferecer.

Quem são os seus principais adversários?
A ignorância, a falta de cultura cívica, o desencanto, o medo, a condição esmagadora em que vivemos quase todos. Eu sou a candidata da base da pirâmide. Não estou suportada por grandes aparatos, o que significa que estou ligada à corrente. Ando a pé, ando de metropolitano, nunca tenho tanta pressa que não possa desviar para ou - vir alguém ou para ajudar.

[...]

Para ler mais: https://manuelagonzagapresidenciais.files.wordpress.com/2015/12/expresso-19-12-2015.pdf





terça-feira, dezembro 15, 2015

«O poder quando não é serviço é doença».

Este envolvimento nas causas que o PAN defende e que estamos a procurar implantar, implicou da minha parte muita dádiva. A candidatura presidencial foi uma delas, a mais visível. É fácil? Nunca é. Até porque o poder, ou o desejo dele, nunca, em toda a minha vida, guiou os meus passos. Para mim, e outras ou outros como eu, e citando Maria de Lurdes Pintassilgo, a primeira candidata a este magistério: «o poder quando não é serviço é doença».

Eu não estou doente. Estou ao serviço. É por isso, e apenas por isso. O resto virá por acréscimo. Seja o que for, quando for e como for.



domingo, outubro 11, 2015

PAN na Assembleia da República

A marcha de encerramento da campanha eleitoral do PAN - da Praça do Chile ao Chiado foi assim
Esta imagem traduz bem o espírito de alegria que animou toda a nossa campanha até ao seu encerramento. Com muito pouca mediatização ao longo de uma campanha feita com entusiasmo, alegria, boas vontades, muita entrega, e uns irrisórios 30 mil euros em gastos, sentíamos, de Norte a Sul, que íamos ter um bom  resultado. Ou como dizia André Silva, o presidente do PAN, «que íamos ser a surpresa positiva das eleições».

E fomos.

Nestas legislativas, o PAN tornou-se a 7ª força política em Portugal, com 74.656 votos em território nacional (1,39%). Ficou assim à frente de todas as outras pequenas forças políticas, como o PDR de Marinho e Pinto, o PCTP/MRPP; o Livre, de Rui Tavares; o Agir de Joana Amaral Dias. Aparentemente, os resultados nos círculos da Europa e fora da Europa não vão contar. Aparentemente, chegaram tarde...

http://www.pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/742-pan-na-ar-2015.html
André Silva, deputado pelo PAN à assembleia da República, no discurso da vitória

André Lourenço e Silva é um novo deputado no parlamento. Com uma agenda poderosa, compassiva, ética e de uma grande amplitude. O dilúvio de entrevistas que se sucederam à eleição, trouxe ao de cima a grande injustiça com que o PAN foi tratado durante quase toda a campanha, pela maior parte dos órgãos de comunicação social. Mas tem servido para esclarecer muita gente e para alargar o debate das ideias trazendo para a agenda do dia a defesa do direito à vida e ao bem-estar de todos os seres sencientes e a urgência da promovernos  uma maior harmonia ecológica.

Para quem achava que este era um «partido de freaks, ou tias e tios fanáticos de cãezinhos e gatinhos» a surpresa não se ficou por aqui. As 160 medidas do nosso programa foram pensadas, debatidas e trabalhadas durante muitos meses. E estão equacionadas com toda a clareza. A mesma clareza de linguagem que André Silva transmite em todas as suas prestações radiofónicas, jornalísticas, televisivas. Os elogios começam a chegar dos lados mais imprevistos. Fora a catadupa de mensagens que, de vários países, nos chegam por parte de políticos e activistas que se congratulam com esta pequena grande vitória de todos.

Pessoas, Animais, Natureza.


segunda-feira, agosto 31, 2015

Ei-los que partem!

No Portugal 'perfeito' dos tempos da outra Senhora, na década de 60 e 70 do século passado, um  milhão e meio de portugueses saíram de Portugal. Quase todos a salto, em condições deploráveis, para ganhar o pão que a terra nossa lhes negava. Grande parte dessa gente a quem devemos, no mínimo, uma Homenagem Nacional, partiu mal vestida, mal calçada, com fome, com frio, com medo, e sem ferramentas mentais que lhes poderiam permitir, a chegada, um futuro pelo menos melhor do que os bairros de lata infames - os bidonville - que os acolheram.

E de onde, após uma vida de trabalho digníssima, quase todos escaparam com a maior dignidade.

Hoje, grande parte dos que partem, e os números crescem de forma avassaladora, vão calçados e armados de conhecimentos vários. Por exemplo, cursos técnicos e superiores de que temos a maior necessidade  - médicos, arquitectos, engenheiros, enfermeiros, e por aí fora. Para além do conhecimento de línguas estrangeiras, e de uma rede amigos e conhecidos algures, e que os acolhem fazendo-os, a muitos deles pelo menos, sentirem-se em casa.




Mas a situação, sendo diferente para melhor, é igualmente trágica. O futuro, nosso, vai com eles. E uma parte da nossa alegria, porque não admiti-lo? Recentemente, publiquei na minha página de candidatura este post que partilho:

«Tenho quatro maravilhosos filhos. Dois, foram estudar para fora e já só voltam de férias: quando não passam férias noutros lados, porque o mundo é vasto e redondo e eles têm amigos no mundo inteiro. Tenho outro quase filho, que também só aparece sazonalmente. Grande parte dos que estudaram com eles em Portugal e alguns dos que os acompanharam desde o jardim escola - no inesquecível colégio O Formigueiro, Lisboa, depois no Passos Manuel - também estão espalhados pelo mundo. E agora, a minha luminosa filha e a minha resplandecente neta, estão de malas aviadas para uma Viagem incrível! 

Quando voltam? Sabemos lá. Fica, por enquanto, o mais velho, que também já andou pelo norte da Europa, nos caminhos das artes, quase dois anos. E o meu lindíssimo neto. Um conforto. Para os braços da mãe que eu sou, é muita ausência. É um buraco no peito por onde cabe um Boeing 747. Não me digam que nesta «ditosa pátria minha amada» há lugar para todos, porque é falso. Há lugares, sim. Mas estão cativos. Por outro lado, para quem quer mesmo viver em Portugal, ser português é a nacionalidade errada. 

É também por eles, pelos nossos Meninos e Meninas d'Ouro que estou aqui a fazer a minha parte de ser a Voz dos que não têm voz, porque a perderam, porque nunca a tiveram, porque se vão embora. Para o que todos temos de fazer a nossa parte. Isto é, se quisermos mudar as coisas.»




Aos comentários, muitos, respondi no texto publicado hoje, no mural de facebook que partilho: 

«Vou explicar melhor: por um lado, estou feliz porque os meus filhos têm caminhos abertos e para abrir no mundo. E muitas ferramentas que lhes permitem sentirem-se em casa onde quer que chegam, se gostam do que vêm e da forma como são acolhidos. Estou feliz porque na Europa, europeus já não são IMIGRANTES. 

O que acontece, é que os meus filhos e grande parte dos amigos/as e dos amigos/as dos amigos deles que também foram, não estão
presos numa «pátria» que não lhes liga nenhum
a; e recusam a fatalidade de viver num horizonte sem horizontes. E por isso vão-se embora. O que é trágico para todos nós.
Se sinto a falta deles? Se sinto! Mas para além da ferida pessoal, comum a tantíssimas/os de nós, o pior para todos, é o DESENHO TOTAL. Do meu e nosso país que os dispensa como se houvesse muitos cérebros a funcionar por cá, quando não há. Manifestamente, o défice de excelência humana está a tornar-se um drama. Exportamos o melhor que temos, sem contrapartidas. 

GENTE. Muita, muita gente. Gente demais.

Em contrapartida, estamos a transformar-nos num condomínio de luxo para gente que tem muito dinheiro e aqui vem passar uma parte das suas reformas douradas. E num paraíso de férias para gente que por pouco dinheiro passa dias dourados com boas praias e boa comida e muito álcool.
Em contrapartida, tornámo-nos um depósito de idosos a morrer de fome ou de falta de cuidados primários, porque as suas exíguas reformas são devoradas de
ntadinha após dentadinha pela máquina fiscal mais brutal que já vimos em acção.
E assim, estamos a regressar ao cinzentismo do antes. Ao medo que pairava sobre os quotidianos, no tempo do antes, numa insegurança reforçada pelos crimes do agora.
Somos o rebanho perfeito: faremos tudo para fugir do bicho-papão. Desde pretender que ele não existe, enfiando a cabeça na areia e esperando que passe sem dar por nós; até correr de braços abertos para os enviados do bicho-papão que ciclicamente, há décadas, nos prometem o paraíso na terra - reforçando a ideia de que têm estado a contribuir para que «tudo fique melhor do que estava».
E muitos acreditam. E essa é a maior tragédia de todas, porque se não percebermos o desenho, por ignorância ou demissão, nada poderá ser diferente. Acredito que pode ser diferente. Se quisermos.
Entretanto... Ainda bem que os meus filhos se podem ir embora, nas condições em que vão. A tempo e horas


domingo, agosto 16, 2015

Adopção por casais do mesmo sexo?

Uma das questões que me tem sido colocada, em privado: o que penso sobre a adopção por pessoas do mesmo sexo? A resposta aqui vai:




Se sou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, em boa hora legalizado em Portugal (Lei n.º 9/2010 de 31 de Maio)? Sou completamente a favor. O casamento (civil) é um contrato. Implica obrigações e direitos mútuos. Implica, do ponto de vista patrimonial, protecção a ambos as/os implicados. Legaliza, à face da lei, uma união. Não abençoa, não invoca deus ou deuses, não sacraliza. Nem precisa: seja qual for o contexto, o amor é o seu próprio sacramento.
Se sou favorável à adopção por casais do mesmo sexo?
Num mundo perfeito, crianças nasceriam e cresceriam amadas e rodeadas pela família de sangue. Mas num mundo perfeito, (algumas, muitas) crianças não seriam abandonadas em contentores, abusadas por familiares, vendidas para os mais medonhos tráficos, espancadas,negligenciadas por dependentes de todo o tipo de droga, álcool incluído, procriam sem condições. Num mundo perfeito não existiriam (algumas, muitas) crianças órfãs de guerras. Num mundo perfeito, (algumas, muitas) crianças não teriam fome, nem medo, nem solidão.
Esse mundo perfeito não existe.
O que precisa, em absoluto, uma criança? Amor. Amor incondicional. Absolutamente, sim.
Ora a orientação de género é irrelevante quando se trata de analisar sobre a bondade, a inteligência, a generosidade, a capacidade de alguém dar um lar a uma criança que o não tem. A orientação de género diz tanto de uma pessoa quanto a cor da sua pele ou dos olhos. Nada de relevante portanto sobre a essência do seu ser. Para avaliar as condições em que o casal (do mesmo sexo ou de sexo diferente) se encontra há batalhões de técnicos e longos períodos de avaliação para se perceber se reúnem consenso e se lhes pode ser entregue a ou as crianças.
Porém, os detractores desta medida, e são muitos ainda, preferem que as crianças continuem entregues às instituições de onde são «expulsas» logo que atingem a maioridade. Aos 18 anos. Sem laços nem família nem mais obrigações por parte do Estado. Moralidade é isto?
O que terá uma criança abandonada a dizer sobre esta medida? Pedem-lhe a opinião? Dão-lhe a escolher entre ser institucionalizada ou fazer parte de uma família por menos ortodoxa que tal família pareça ser? Não me parece que a opinião da criança seja levada em linha de conta. E depois, que diabo, a criança, com a tendência que as crianças têm em crescer, em breve passa a ser um pequeno adulto. E aí, a sociedade lava as suas mãos.

domingo, agosto 02, 2015

«Com uma história para contar depois...»

Todas as vidas ocorrem em ciclos. Quase todos, anunciados. Neste caso, não houve sequer pré-aviso. O próprio tempo que precisei para digerir e aceitar a mudança, ora me pareceu muito longo, ora decorreu num ápice.

Em finais de Julho, a decisão tomada dois meses antes, partilhei-a com João Paulo Oliveira e Costa, amigo, professor, director do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar e romancista. E, desde então, companheiro dos novos percursos. Connosco, a nossa querida Laure Collet, tradutora e editora que já publicou em francês vários livros nossos. E o discreto jantar acabou por se tornar um evento avant-la-lettre.

Amanhã segunda-feira o jornal Público vai contar o que se passa.

Do mural de João Paulo Costa a 31 de Julho de 2015: «Hoje jantar com a Manuela Gonzaga .... Com uma história para contar depois smile emoticon
»

sábado, junho 20, 2015

O 11º Mandamento - «não poluirás»

A última encíclica do papa Francisco, definindo a posição da Igreja Católica face ao meio ambiente, aos direitos dos animais e das populações mais desfavorecidas, tornou-se manchete no mundo inteiro. Considerado por alguns o chefe de Estado «mais à esquerda do planeta», segundo por exemplo o Liberátion que lhe chama o «papa Verde», o papa apela à união das nações para salvarem o planeta, e afirma que as alterações climáticas provocadas pelo aquecimento global são. claramente, da responsabilidade dos homens, sendo as nações pobres as mais prejudicadas.

Francisco, o papa, vem assim acrescentar um à lista dos Mandamentos: «não poluirás». Para ler na íntegra a encíclica papal, em castelhano, clicar aqui

Civilization 


Até há uns bons trinta anos antes de agora, quando se falava de poluição, ecologia (por acaso não me lembro se a palavra fazia parte do léxico alargado), e de catástrofes ambientais, como o desmatamento da Amazónia ou dos perigos da energia nuclear, a reacção geral era de condescendência temperada de ironia.

Então não se via logo que a Amazónia teria árvores até ao fim do mundo? E que o nuclear, bênção da humanidade, constituía a energia mais fiável que poderia existir e estávamos 'condenados' a ela se quiséssemos apanhar o 'comboio do progresso'? Quanto à poluição era uma anedota. Nós, europeus, nós portugueses, tínhamos  - na cidade e no campo - água canalizada,  casas de banho, normas de higiene e por aí fora. E havia aterros para o lixo, ora bolas! Não chegava? O lixo dos outros não nos dizia respeito.Resumindo, os que invocavam problemas tão menores num mundo de coisas tão sérias, eram «uns grandes patuscos».

Consensualmente, porém, as preocupações ambientais foram entrando nas conversas, á custa do trabalho notável dos activistas, sempre a remar contra a maré. E também por causa dos resultados catastróficos que por vezes emergiam nos noticiários, fruto do «desenvolvimento» selvagem, filho dilecto do capitalismo ultra selvagem. Assim, mas sempre pela porta dos fundos, algumas agendas políticas deram-lhe um pouco de atenção, sem privilegiaram grandes medidas para a travar, verdade seja dita. O «progresso» não casa com defesa do ambiente - diz-se. 

Em todo o caso, o tema está cada vez mais na ordem do dia, e  a encíclica papal mais recente conferiu-lhe o estatuto de prioridade e seriedade absolutas. É um grandecíssimo avanço, este, que vem avalizar também o trabalho heróico, dedicado, e sem tréguas que tem vindo a ser desenvolvido no mundo inteiro pela gente da boa vontade. Esses anónimos heróis. que contra ventos e marés, lutam no terreno, para que o terreno continue... vivo. E nós com ele. E os animais também.

Mas essa é toda uma outra conversa.


Capa do jornal francês Libération, 17 de junho de 2015.


quinta-feira, junho 18, 2015

«Dor grande, passos pequenos» - Faz sentido

Ontem estive na Sic Mulher, programa Faz Sentido e dei por mim a falar no PAN logo ao minuto dois. Porquê? Porque quando saímos da esfera do estrictamente «eu» e nos conectamos ao «outro» a alegria soma, a tristeza subtrai e a dor diminui. O activismo que Pessoas, Animais, Natureza me permite exercer em cidadania consciente e em crescendo, trouxe muito sentido ao meu e nosso viver.

Creio que a felicidade tem de passar pela partilha ou é um mero jogo de luzes que brilham por um momento e desaparece sem deixar rastro.

Mas, e face à dor, tema do programa, há muito mais a fazer, e a Filipa Jardim da Silva deu, como de costume, um excelente contributo a estas conversas que a Rita guia com tanta elegância  e alegria.
http://sicmulher.sapo.pt/programas/faz-sentido/videos/2015-06-18-Faz-Sentido---Dor-Grande-Passos-Pequenos-

quarta-feira, setembro 15, 2010

Timoteo got a family


primeiro o spa: banho profissional no Prazer do Cão.

depois, mais tarde, a visita ao veterinário: e a necessidade do chapéu.
o Tim virou um cãodeeiro.
finalmente, livre de dermatites e outras ites, um cão livre a feliz a correr na floresta
e pela vizinhança