segunda-feira, agosto 31, 2015

Ei-los que partem!

No Portugal 'perfeito' dos tempos da outra Senhora, na década de 60 e 70 do século passado, um  milhão e meio de portugueses saíram de Portugal. Quase todos a salto, em condições deploráveis, para ganhar o pão que a terra nossa lhes negava. Grande parte dessa gente a quem devemos, no mínimo, uma Homenagem Nacional, partiu mal vestida, mal calçada, com fome, com frio, com medo, e sem ferramentas mentais que lhes poderiam permitir, a chegada, um futuro pelo menos melhor do que os bairros de lata infames - os bidonville - que os acolheram.

E de onde, após uma vida de trabalho digníssima, quase todos escaparam com a maior dignidade.

Hoje, grande parte dos que partem, e os números crescem de forma avassaladora, vão calçados e armados de conhecimentos vários. Por exemplo, cursos técnicos e superiores de que temos a maior necessidade  - médicos, arquitectos, engenheiros, enfermeiros, e por aí fora. Para além do conhecimento de línguas estrangeiras, e de uma rede amigos e conhecidos algures, e que os acolhem fazendo-os, a muitos deles pelo menos, sentirem-se em casa.




Mas a situação, sendo diferente para melhor, é igualmente trágica. O futuro, nosso, vai com eles. E uma parte da nossa alegria, porque não admiti-lo? Recentemente, publiquei na minha página de candidatura este post que partilho:

«Tenho quatro maravilhosos filhos. Dois, foram estudar para fora e já só voltam de férias: quando não passam férias noutros lados, porque o mundo é vasto e redondo e eles têm amigos no mundo inteiro. Tenho outro quase filho, que também só aparece sazonalmente. Grande parte dos que estudaram com eles em Portugal e alguns dos que os acompanharam desde o jardim escola - no inesquecível colégio O Formigueiro, Lisboa, depois no Passos Manuel - também estão espalhados pelo mundo. E agora, a minha luminosa filha e a minha resplandecente neta, estão de malas aviadas para uma Viagem incrível! 

Quando voltam? Sabemos lá. Fica, por enquanto, o mais velho, que também já andou pelo norte da Europa, nos caminhos das artes, quase dois anos. E o meu lindíssimo neto. Um conforto. Para os braços da mãe que eu sou, é muita ausência. É um buraco no peito por onde cabe um Boeing 747. Não me digam que nesta «ditosa pátria minha amada» há lugar para todos, porque é falso. Há lugares, sim. Mas estão cativos. Por outro lado, para quem quer mesmo viver em Portugal, ser português é a nacionalidade errada. 

É também por eles, pelos nossos Meninos e Meninas d'Ouro que estou aqui a fazer a minha parte de ser a Voz dos que não têm voz, porque a perderam, porque nunca a tiveram, porque se vão embora. Para o que todos temos de fazer a nossa parte. Isto é, se quisermos mudar as coisas.»




Aos comentários, muitos, respondi no texto publicado hoje, no mural de facebook que partilho: 

«Vou explicar melhor: por um lado, estou feliz porque os meus filhos têm caminhos abertos e para abrir no mundo. E muitas ferramentas que lhes permitem sentirem-se em casa onde quer que chegam, se gostam do que vêm e da forma como são acolhidos. Estou feliz porque na Europa, europeus já não são IMIGRANTES. 

O que acontece, é que os meus filhos e grande parte dos amigos/as e dos amigos/as dos amigos deles que também foram, não estão
presos numa «pátria» que não lhes liga nenhum
a; e recusam a fatalidade de viver num horizonte sem horizontes. E por isso vão-se embora. O que é trágico para todos nós.
Se sinto a falta deles? Se sinto! Mas para além da ferida pessoal, comum a tantíssimas/os de nós, o pior para todos, é o DESENHO TOTAL. Do meu e nosso país que os dispensa como se houvesse muitos cérebros a funcionar por cá, quando não há. Manifestamente, o défice de excelência humana está a tornar-se um drama. Exportamos o melhor que temos, sem contrapartidas. 

GENTE. Muita, muita gente. Gente demais.

Em contrapartida, estamos a transformar-nos num condomínio de luxo para gente que tem muito dinheiro e aqui vem passar uma parte das suas reformas douradas. E num paraíso de férias para gente que por pouco dinheiro passa dias dourados com boas praias e boa comida e muito álcool.
Em contrapartida, tornámo-nos um depósito de idosos a morrer de fome ou de falta de cuidados primários, porque as suas exíguas reformas são devoradas de
ntadinha após dentadinha pela máquina fiscal mais brutal que já vimos em acção.
E assim, estamos a regressar ao cinzentismo do antes. Ao medo que pairava sobre os quotidianos, no tempo do antes, numa insegurança reforçada pelos crimes do agora.
Somos o rebanho perfeito: faremos tudo para fugir do bicho-papão. Desde pretender que ele não existe, enfiando a cabeça na areia e esperando que passe sem dar por nós; até correr de braços abertos para os enviados do bicho-papão que ciclicamente, há décadas, nos prometem o paraíso na terra - reforçando a ideia de que têm estado a contribuir para que «tudo fique melhor do que estava».
E muitos acreditam. E essa é a maior tragédia de todas, porque se não percebermos o desenho, por ignorância ou demissão, nada poderá ser diferente. Acredito que pode ser diferente. Se quisermos.
Entretanto... Ainda bem que os meus filhos se podem ir embora, nas condições em que vão. A tempo e horas


sábado, agosto 29, 2015

«Foi um livro difícil de escrever?»

Em Junho, dei uma entrevista à Confraria Vermelha, intitulada «Xerazade - a última noite de Manuela Gonzaga», que foi publicada recentemente, a 26/08/2015. Na altura, à pergunta, inevitável, sobre os «novos projectos» respondi com reticências. Agora, a notícia da minha candidatura, que, entretanto e desde o 10 de Agosto deste ano deixou de ser novidade, já é referida no texto.

Voltando à entrevista, fica um extracto, que me tocou particularmente reler:

«ENTÃO, “MOÇAMBIQUE, PARA A MÃE LEMBRAR COMO FOI” É, TALVEZ, O LIVRO MAIS ÍNTIMO, NO SENTIDO EM QUE FOI ESCRITO QUANDO TINHA A SUA MÃE MUITO DOENTE. FOI UM LIVRO DIFÍCIL DE ESCREVER?
Foi muito difícil, mas, ao mesmo tempo, muito útil e esclarecedor… ajudou-me, finalmente, a reconstruir o puzzle da minha e das nossas vidas. Porque se ia para África? Quem ia? Como eram os quotidianos ultramarinos, à luz das memórias da menina e da jovem que fui, e do enquadramento que a historiadora que sou ajudou a completar? Além disso, este livro levou-me a memórias que me encheram de alegria, mas também de angústia. Voltei à guerra. Às pequenas guerras pessoais. E, de relance, ao regresso quando tudo era tão diferente que percebi que Portugal se tornara terra estrangeira e foram precisos muitos anos para reconquistar a minha cidadania interior.» 
Para visitarConfraria Vermelha

quinta-feira, agosto 27, 2015

Ainda se lembram quem matou Laura Palmer?

A propósito de algumas das minhas afirmações; a propósito de alguns dos meus textos; a propósito de defesas de causas que eu tomo ou não; a propósito de diferenças e semelhanças. Tenho recebido mensagens em privado e trocado opiniões com pessoas que seguem a minha candidatura presidencial e que são suficientemente gentis para considerarem que sou bem intencionada - e assim, discordando frontalmente com algumas das minhas tomadas de posição, alertam-me para a contabilidade eleitoral. Para o ganha perde dos votos.

E eu fico gratíssima e em grande aflição. Não por perder ou ganhar votos. Mas porque no mundo onde me movo, o mundo que eu vejo é tudo menos normal. 

Quem matou Laura Palmer, lembram-se?

- Não há qualquer espécie de normalidade na guerra. 

- Não há qualquer espécie de normalidade na fome.

- Não há qualquer espécie de normalidade na violência exercida pelos mais fortes sobre os mais frágeis, os mais vulneráveis, os mais indefesos. 

- Não há qualquer espécie de normalidade na apropriação dos bens de todos por parte de alguns, muito poucos. E por bens, entenda-se tudo, desde o que é necessário à vida, a começar pela água; pelo chão que se pisa; pelo tecto que nos abriga; pelo alimento que nos alenta, pelo manto que nos cobre. 

- Não há qualquer normalidade na forma como tratamos a Natureza, como se fosse uma «coisa» com que se brinca até se lhe retirar tudo o que nela vive, matando-a, floresta após floresta; montanha após montanha; rio após rio; mar após mar. 

- Não há qualquer normalidade na forma como usamos e abusamos dos animais que partilham connosco o planeta. A crueldade que exercemos sobre eles é indizível. E porém, toleramo-la. 

- Não há qualquer espécie de normalidade no desamor que leva a que se mate ou se abuse de uma criança. E quantas vezes essa morte em vida que é o abuso, é perpetrado no seio do lar?

- Não há qualquer normalidade nos chamados «crimes de amor» que ao amor nada devem, porque é apenas o egoísmo, a ignorância e a prepotência que leva agressores/as a agirem contra agredidas/os. Isso e a noção de impunidade com que agem. 

- Não há qualquer normalidade em tanta coisa que achamos normal, ou que toleramos como se o fosse: o roubo, a calúnia, a desfaçatez, a injustiça, a indiferença de muitos que levam tantos ao desespero e à ruína. A inconcebível tolerância do mal. 

Depois, querem que eu volte sobre os meus passos e retire as minhas palavras de apoio, quando a questão é meramente do foro íntimo de cada um, como por exemplo, duas pessoas do mesmo sexo amarem-se como se amam pessoas de sexos opostos e assinarem um documento em conservatória do registo civil, que as consigna como parceiros com direitos adquiridos e etc., vulgo casamento? Num mundo onde o ódio é considerado «normal», e por vezes até aceitável e legítimo, o amor, por ter um rosto diferente, é abominado como uma abominação. 

E isto é que não é normal. 

Já agora, ainda se lembram quem matou Laura Palmer?






domingo, agosto 23, 2015

Manuela Gonzaga candidata a Belém


Entrevista à RTP. Porquê e como? A jornalista colocou as questões certas e deu tempo para as respostas. Os oito, nove minutos programados estenderam-se aos 13. Uma boa surpresa. 

sábado, agosto 22, 2015

Uma candidatura da base da pirâmide

A opinião pública é facilmente divisível e previsível. Neste caso, tratando-se das candidatas ou candidatos à mais alta magistratura da Nação, por um lado, censura-se asperamente alguém por ser reconhecidamente ligado/a aos dois aparelhos partidários que partilham, em ciclos alternados, o ofício de reinar sobre a república Portuguesa nos últimos quarenta anos. Por outro, ironiza-se ou censura-se, com maior ou menos aspereza, quem não teve ligações nenhumas a nenhum partido do eixo da governação.

Acontece que a minha, é uma candidatura fora do baralho. E acontece que a minha, é uma voz que emerge da base da pirâmide social para ser Voz de quem a não tem. E acontece também que, sem ligações partidárias anteriores, até me ter filiado no PAN - Pessoas, Animais, Natureza, desde há quase quatro anos que participo activamente na vida deste partido. Inclusive, integro a Comissão Política Nacional. Com todas as responsabilidades e envolvimento que tal integração pressupõe.

Já discuti, em Congresso e fora dele, política, e debati programas em várias áreas. Dias a fio, a começarem cedo e a acabarem tarde. Já distribuí flyers - com propostas de campanha, mas também com poemas de grandes poetas portugueses no verso porque defendo e defendemos que a cultura é a alma de um povo; já falei, já falámos, em praças, de megafone empunhado e com um som do aceitável ao medíocre; já desfilei, com os meus camaradas de pequeno partido, em marchas, com a bandeira do PAN, pelos direitos das pessoas, dos animais, do ambiente. Enfrentando a apatia, a ironia e até o desprezo que se recebe em troca; mas também o interesse, a curiosidade e a vontade de saber mais e ir aprofundar as questões da nossa agenda.

A segunda reacção, cada vez mais a prevalecer sobre a primeira.

Sou desconhecida do grande público - mas isso é defeito? - embora tenha doze livros publicados, alguns com várias tiragens e uma excelente recepção pública. Livros que a imprensa especializada, de forma ostensiva, ignora, ano após ano. Livros quase todos eles, referenciados em meios académicos, integrando inclusivamente curricula em universidades como a de Aveiro, a Lusófona, a Nova, e, em tempos a de Georgetown  (estudos portugueses). E isto que eu saiba. Três deles, já estão traduzidos e editados em francês.

Sou historiadora. Com mestrado. E ligação, como investigadora, ao CHAM. Adoro o pó dos livros. Adoro os caminhos da História - permite-nos ver os quadros no seu conjunto. Permite-nos viajar pelo séculos dos séculos, relativizar o que é relativizável e privilegiar o que é fundamental. Ajuda-nos a entender. Dá sentido aos nossos ideais, se os tivermos, porque são de sempre. Além de que nos coloca na exacta posição a que pertencemos. Uma gotinha de água no oceano dos tempos.

E ainda assim, sem fanfarras, nem grandes aparelhos partidários a suportarem a minha candidatura, que em menos de duas semanas, a minha página de facebook está quase nos mil gostos.

Há quem queira saber mais. Há quem goste de ver, para ter opinião. Oxalá fossem todos assim, para acordarmos mais depressa. E tornarmos esta vida colectiva mais decente, mais justa, mais aceitável.


Auditório 1, Torre B, FCSH, Universidade Nova de Lisboa
Apresentação da candidatura







sexta-feira, agosto 21, 2015

«Acredito em ti, Manuela Gonzaga»

Publico, gratíssima, o texto da escritora Isabel Valadão, minha amiga de sempre desde os tempos inesquecíveis de Angola, no lançamento da minha candidatura presidencial. Foi na tarde do dia 10 de Agosto de 2015, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, à avenida de Berna.


Escritora Isabel Valadão




APOIO À CANDIDATURA DE MANUELA GONZAGA Á
                     PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA


Devo confessar que fiquei surpreendida quando a Manuela me convidou para ser um dos mandatários da sua candidatura à Presidência da República! E senti-me invadida por um sentimento de orgulho pela honra desse convite.
 Manuela Gonzaga e eu conhecemo-nos há muitos anos, duma outra terra, dum outro continente, onde tivemos o privilégio de viver - em Angola! Foi quase numa outra vida.
Somos muito mais do que amigas, somos companheiras de uma caminhada já longa, na partilha dos mesmos ideais, na visão que temos do mundo em que vivemos e nos valores da vida, que comungamos.
Conheço-te bem, Manuela Gonzaga. Eu sei o que tens para dar às causas que abraças. Tens a força e a coragem, o carisma e a vontade próprias das lideranças que marcam. E esta causa, que agora abraças com tanta generosidade, e com a tranquilidade de espírito que te conheço, vai exigir o melhor de ti. O olhar de muitos portugueses vai seguir-te com uma esperança renovada nas suas vidas, esperança num futuro que é hoje, para muitos, sombrio e triste. O de muitos outros vai ver-te como um estorvo no processo em curso. Este é, no entanto, o primeiro dia de um futuro com esperança para muitos de nós.
É um momento em que nos marca fortemente pela tua coragem e pela expectativa de que afinal há alternativas que dependem de nós na escolha dos nossos caminhos colectivos!
Eu sei que tu és uma mulher de causas, de convicções fortes e de coragem. Viveste em África e trouxeste no sangue a rebeldia dos seus povos. Viste o sofrimento, testemunhaste a coragem de lutas contra os preconceitos e as injustiças, o sacrifício em nome dos interesses e estratégias de uma longa colonização, cruel e injusta. Percorreste os caminhos da Descolonização, escreveste sem medos sobre os dias de um passado sombrio e sobre um futuro que vinha ainda longe, no sonho de muitas gerações. Foi nas planícies e anharas da terra angolana, no contacto estreito com os seus povos, que o sonho da liberdade que trazias no peito se tornou mais forte.
Eu estava lá contigo!
É esse sonho que se renova neste momento com a tua candidatura. Num mundo diferente, num tempo diferente, num contexto diferente. Mas mais forte, mais urgente, mais arrebatador. Mais inadiável!
E hoje, mais do que nunca, estou contigo aqui, para te apoiar. Incondicionalmente!

Portugal atravessa momentos muito difíceis como resultado de um percurso vazio de lideranças ou de lideranças dúbias, numa democracia que dava os primeiros passos em 1974. Passados mais de quarenta anos, enfrentamos uma das mais graves crises da nossa História. Uma crise que atinge as pessoas, objecto de estatísticas infames, reduzidas a um deve/haver que se traduz na angústia e na incerteza de muitos milhares de portugueses.
Estamos mergulhados num debate de hipocrisias, onde os votos se disputam com a verdade da mentira, sem que o país possa escolher em liberdade os seus representantes legítimos, os da nossa proximidade, aqueles que vimos crescer nas nossas vizinhanças, os mais aptos pelas suas qualidades reveladas ao longo do tempo da sua juventude e da sua maturidade. Todos os caminhos percorridos durante estes quarenta anos nos trouxeram a uma encruzilhada de pesadelo como consequência óbvia de uma governação comprometida com interesses alheios ao povo governado e ao país. É imperioso que alguém nos conduza na escolha de novos caminhos para Portugal.
E esse alguém tens que ser tu! Obrigatoriamente!
O retrato de Portugal é hoje sombrio para muitos portugueses, já o disse. Nele, poucos são capazes de encontrar um lugar onde os seus filhos possam crescer e trabalhar na construção de um futuro. É o futuro de várias gerações que está comprometido.
O Portugal da terceira idade, onde a paz e a segurança possam ter lugar na última parte de uma vida de trabalho, só existe para muito poucos. Os jovens são obrigados a emigrar ou a aceitar trabalho precário, porque a economia portuguesa não tem uma resposta digna dessa procura para eles. Nos últimos anos a classe média, que representa os pilares em que assenta uma macroeconomia desenvolvida e moderna, foi arrasada. E os seus sobreviventes lutam sob uma carga de impostos insuportável e imoral. O Ensino em Portugal é hoje um laboratório de experiências desastrosas. A Saúde é gerida por critérios economicistas. A Segurança Social transformou-se num ‘big brother’ de sustentação periclitante. A Justiça não é para todos – cara, lenta, politizada. A teia de corrupção estende-se, já livre e dominante pela experiência de muitos anos dos agentes que a exercem e controlam.
Portugal é hoje um país de medos! Do medo dos impostos, do medo do dia seguinte, do medo dos despedimentos, do medo da saúde, do medo do futuro, do medo do desemprego, do medo da doença, do medo de ser pai e mãe, do medo de ser velho. É imperioso que o medo desapareça das nossas vidas.
Em cada acto eleitoral se repetem as mesmas caras, profissionais da política, num baralho de cartas sempre igual. Somos um país adiado nas suas crises cíclicas e intermináveis, gerido pelos mesmos actores ao longo de muitos anos.
Mas eu sei que a tua candidatura representa uma nova esperança para muitos portugueses, repito. Uma esperança na mudança, volto a repetir. Tu és a mulher capaz de trazer à sociedade portuguesa a certeza de que existe um Portugal mais justo e mais livre. Menos desigual! E mais consciente. Quisera eu que todos os portugueses te conhecessem bem como eu te conheço e votassem em ti, como eu vou votar. Acredito que és a mulher que pode transformar Portugal num país novo, acredito que serás capaz de devolveres aos portugueses uma nova esperança no seu futuro.

Acredito em ti, Manuela Gonzaga.
Acredito na tua capacidade para o diálogo entre instituições. Acredito que lutarás pelas causas maiores deste país que é o nosso, como Presidente da República.
Acredito na tua força de carácter, na tua coragem, a tua determinação e no teu saber. Acredito que serás a defensora dos Direitos Humanos em Portugal, e com eles, os direitos dos animais, e da Natureza pela reparação dos estragos que tem sofrido, pelo respeito que lhe devemos, pela necessidade imperiosa de a preservarmos.
Acredito incondicionalmente em ti, Manuela Gonzaga!

Isabel Valadão, João Paulo O. Costa, Manuela Gonzaga
Torre B, auditório 1, FCSH, Universidade Nova, Lisboa